Cronistas da nova geração

Fernanda Torres e Gregorio Duvivier lançam coletâneas e conversam com o público sobre essa experiência

iG Minas Gerais |

Fernanda Torres começou a escrever crônicas em 2010
LUIZA DANTAS/DIVULGAÇÃO
Fernanda Torres começou a escrever crônicas em 2010

 

Rio de Janeiro. Integrantes de uma nova safra de cronistas do jornalismo brasileiro, os cariocas Fernanda Torres e Gregorio Duvivier, colunistas da “Folha de S.Paulo”, vão conversar sobre essa experiência hoje, em evento programado para acontecer no Cine Joia, em São Paulo. 

O encontro prevê um bate-papo entre os dois atores, seguido por uma sessão de autógrafos e uma festa.

Fernanda está lançando “Sete Anos” (Companhia das Letras, 192 páginas), uma seleção de 40 textos que produziu para a “Folha” e para as revistas “Piauí” e “Veja Rio”. O título faz referência ao tempo de carreira como cronista.

Duvivier reuniu em “Put Some Farofa” (Companhia das Letras, 208 páginas) seus artigos preferidos desde 29 julho de 2013 – data de sua estreia como colunista da “Ilustrada” – e alguns roteiros criados para o grupo Porta dos Fundos. Ele é um dos idealizadores do canal de humor, recordista de audiência na internet no Brasil.

A frase que dá nome ao livro foi extraída da crônica “Pardon Anything”, publicada em junho de 2014 na “Ilustrada”, em que lista hábitos brasileiros, como a predileção por farofa e expressões como “Desculpa qualquer coisa”, em adaptações para outras línguas.

Publicado às vésperas da Copa do Mundo, o texto obteve mais de 230 mil compartilhamentos no Facebook.

“Foi assustador no início, porque não tinha ideia do alcance que poderia ter”, comenta Duvivier, que, com frequência, passou a ver suas crônicas na lista dos textos mais lidos do site do jornal.

Ele tem sido alvo de uma enxurrada de críticas, favoráveis e negativas. “Uma coluna em jornal talvez seja o único gênero literário em que você corre o risco de apanhar semanalmente. Ao mesmo tempo, nunca recebi tantas declarações de amor”, diz.

Inicialmente, Fernanda teve dificuldade para se adaptar às reações de seus leitores.

“Quando comecei a escrever, em 2010, tinha medo de receber o telefonema da redação e saber que tinha gente indignada com o que havia escrito”, diz com bom humor.

Ela percebeu que um detalhe de um texto pode torná-lo vulnerável e provocar uma saraivada de críticas. “Às vezes, toda a sua argumentação pode cair por um descuido. Por isso, costumo reler muito. Não é fácil. Quando publicada em jornal, a sua opinião acaba tendo outro peso”, comenta Fernanda Torres.

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