Governo diz que erro na divulgação de dado do IBGE foi 'acidental'

Segundo o instituto, equívocos no cálculo da pesquisa alteraram o índice de Gini, medida da desigualdade

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Uma comissão de sindicância instaurada pela Casa Civil concluiu na terça-feira (11) que a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada em setembro com equívocos sobre os dados de desigualdade no país foi um "erro acidental".

A investigação não identificou "qualquer intencionalidade ou relação do erro com desconhecimento técnico da equipe e falta de condições adequadas de trabalho".

Em 19 de setembro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) admitiu que havia um erro nos dados divulgados no dia anterior. O problema teria ocorrido porque o peso das regiões metropolitanas foi superestimado em alguns Estados.

Segundo o instituto, equívocos no cálculo da pesquisa alteraram o índice de Gini, medida da desigualdade. O Gini do trabalho, que mensura exclusivamente a distribuição dos rendimentos do trabalho, passou de 0,496 em 2012 para 0,495 no ano passado, o que para o instituto indica uma estagnação.

Outra correção feita foi em relação à estimativa de alta da renda do trabalho. Na época, foi divulgado um aumento de 5,7%, percentual que caiu para 3,8%. O próprio IBGE classificou como um erro grave a divulgação de dados incorretos, calculados com base em projeções erradas de sete Estados.

Em nota publicada nesta quarta (12), a Casa Civil informou que a comissão de sindicância, instaurada em 23 de setembro, concluiu os trabalhos nesta terça.

"A conclusão foi de que o equívoco no procedimento de expansão da amostra da PNAD 2013 resultou de erro acidental no procedimento de operacionalização e manuseio de planilhas de projeções populacionais. Não foi identificada qualquer intencionalidade ou relação do erro com desconhecimento técnico da equipe ou falta de condições adequadas de trabalho", informou a nota.

O colegiado enviou recomendações ao IBGE para a adoção de medidas que possam aprimorar "o processo de trabalho de apuração dos dados e análise dos resultados da pesquisa". De acordo com a Casa Civil, o processo será encerrado.

Após a divulgação do erro, a ministra Miriam Belchior (Planejamento) afirmou em setembro que o governo só tomaria qualquer providência após a conclusão das investigações. Na época, o governo classificou o erro como "gravíssimo".

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave