PF investiga lavagem de dinheiro em Minas e em outros 12 estados

Organização operava por meio de loterias estaduais e valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada; penas podem ultrapassar os 30 anos

iG Minas Gerais | Da Redação |

A Polícia Federal deu início na madrugada desta quarta-feira (12) à operação Trevo, para deter uma quadrilha que agia em 13 estados do Brasil na prática do jogo do bicho, com máquinas caça-níqueis, e emissão de bilhetes de loteria, disfarçados como títulos de capitalização.

Cerca de 300 policiais participam das investigações, executadas simultaneamente em Minas gerais, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande de Sul e Pernambuco. Ao todo estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão temporária, 24 mandados de prisão preventiva, 57 mandados de busca e apreensão, 47 mandados de sequestro de valores, sequestro de bens imóveis e de automóveis de luxo.

Os trabalhos contam com o apoio da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, da Superintendência de Seguros Privados e da Receita Federal.

Esquema

A organização criminosa operava por meio de loterias estaduais. Os valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, com fortes indícios de lavagem de dinheiro. Outro segmento do grupo, com sede em São Paulo, era responsável pelo fornecimento de máquinas caça-níqueis tanto para Pernambuco como para outros estados e até para o exterior.

Outro ramo, ainda, figurava como instituição financeira seguradora de incontáveis bancas de jogo do bicho no nordeste, garantindo o pagamento dos prêmios e promovendo lavagem de dinheiro.

Os investigados podem responder pela prática dos crimes de contrabando, contra o Sistema Financeiro Nacional, jogo de azar e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam o limite de 30 anos.

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