2014 – Ano do sem fim

iG Minas Gerais |

Faz medo pensar que ainda temos quase dois meses deste ano para cumprir e nem podemos imaginar o que será do próximo ano, já que, em tudo, em todas as nossas atividades, o placar foi 7 x 1 contra o povo brasileiro. Se pudéssemos passar uma borracha e apagar o ano, seria a melhor coisa a fazer. Pretendia escrever sobre uma notável entrevista acerca da pobreza no mundo que nosso papa Chico concedeu a um jornalista da MSNBC, uma agência de notícias da Rússia, quando ainda era o cardeal Bergoglio, na Argentina. A princípio, fiquei em dúvida sobre a fonte da publicação, tal a sua importância, mas, desde que me convenci da veracidade da matéria, resolvi mostrar só um pouquinho e deixar o resto para outra hora: tudo começa quando o jornalista Cris Mathews, comunista russo, trata de emboscar o cardeal, perguntando-lhe o que achava da pobreza no mundo. E o hoje papa Chico responde: “Primeiro na Europa, e agora nas Américas, alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes. E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza, e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra essa pobreza. A pobreza tornou-se algo natural, e isso é muito ruim. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema. Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável”. Será que Ele mirou no Brasil? E a tal Teologia da Libertação? Não fosse a necessidade premente de ajudar, no que puder, os municípios, nessa hora em que o governo federal estuda uma solução para suas dívidas, eu não interromperia essa entrevista, que prometo continuar na próxima semana. Só o faço para apoiar qualquer iniciativa que possa minorar as dificuldades dos municípios brasileiros e, com mais ardor ainda, os mineiros. O governo federal tem mais é que arranjar saída para as dívidas dos municípios, até porque foi ele mesmo quem as criou, com suas políticas demagógicas de isenção do IPI para a indústria automobilística e aparelhos domésticos da linha branca. Isso prejudicou enormemente o Fundo de Participação dos Municípios – FPM – que, a partir de janeiro, será de 23,5% da soma IPI+IR. Em Minas Gerais, mais de 600 dos nossos 853 municípios vivem única e exclusivamente do FPM, e quando o governo, em ano de eleição, resolve dar isenção do FPM, sob alegação de manutenção de empregos, ele desveste um santo para vestir outro. Essa desgraça às vezes dá certo para atender suas ambições pessoais. Foi assim que o PT ganhou em Minas, aproveitando a insatisfação dos mineiros com o tal choque de gestão que prejudicou de uma maneira geral todo o funcionalismo e, em particular, o magistério. A derrota de Aécio em Minas mais parece um acidente de trabalho...

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