Reajuste divide servidor e ALMG

Representante dos servidores da educação, a presidente do Sindicato dos Educadores de Minas (Sind-Ute), Beatriz Cerqueira, diz não esperar “nada mais” do atual governo

iG Minas Gerais |


Beatriz Cerqueira diz que não espera mais nada da atual gestão
FOTO:Gellinho Oliveira
Beatriz Cerqueira diz que não espera mais nada da atual gestão

O projeto de lei que prevê aumento de 4,62% aos servidores públicos do Estado começou a tramitar oficialmente nesta terça na Assembleia de Minas (ALMG). E, além de dividir a opinião dos deputados da base e da oposição, como mostrou nesta terça O TEMPO, a medida também criou um clima de incerteza entre os sindicatos que representam o funcionalismo público.  

Segundo o presidente do Sindicato da Saúde em Minas (Sind-Saúde), Renato Barros, o governo do Estado havia informado em setembro que o percentual seria de 6,5% e que, por isso, o projeto “frustrou” os servidores. “Teremos que dialogar com o governo e com a Assembleia, queremos que as categorias tenham pelo menos 6,5% de reajuste, que é o acumulado da inflação do ano”, afirma. “Ter um reajuste linear é uma novidade, mas podia ser melhor”, completa Barros.

A presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais de Minas (Sindifisco), Deliane Lemos, diz que para a categoria é “melhor isso do que nada”. “Desde que a atual política salarial foi criada não tivemos reajuste, ela nos prejudicou muito. Preferimos que isso seja votado, apesar de ser um valor menor do que o combinado com o governo”, opina.

Representante dos servidores da educação, a presidente do Sindicato dos Educadores de Minas (Sind-Ute), Beatriz Cerqueira, diz não esperar “nada mais” do atual governo. “O que nós reivindicamos nos últimos anos vai muito além do reajuste da inflação que foi proposto pelo governo. Vamos terminar o ano com a carreira congelada, e esse aumento não resolve nossos problemas. Esperamos que o futuro governador cumpra suas promessas.” (IL)

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