Grupo indiano Tata planeja abrir hotel da rede Taj em BH

Com 127 unidades no mundo, a capital mineira, além de São Paulo e Rio estão no radar do Taj

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Umaid Bhawan, outro hotel do grupo Tata, que fica na Índia
Taj/divulgação
Umaid Bhawan, outro hotel do grupo Tata, que fica na Índia

Um dos filmes de James Bond foi gravado no Taj Lake Palace, em Udaipur, na Índia, que é o mais fotografado do mundo. Esse é apenas um dos 12 palácios da rede Taj (são 127 hotéis no mundo), do grupo indiano Tata, que vê em Belo Horizonte um mercado futuro para uma de suas suntuosas unidades. “Tem várias cidades-chave pelo mundo em que a gente gostaria de ter um hotel, e o Brasil é uma das prioridades. As cidades onde estamos mapeados são São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro”, conta a diretora de vendas da América Latina, Josy Karabolad. Ela e a vice-presidente da rede Taj, Jodi Leblanc, estiveram no consulado da Índia, na capital mineira, para apresentar a mais nova unidade, o Taj Dubai.

Em Belo Horizonte, Josy explica que o Taj vê o mercado tanto corporativo quanto de lazer e governamental. “E existem muitas empresas indianas aqui”, acrescenta. Por isso, BH é uma das prioridades.

Então, o que falta para o grupo se decidir em relação a Minas? De acordo com Josy, há muitos fatores envolvidos. Tem a questão do investidor, de achar o parceiro correto, mas, o mais difícil para o Taj, de acordo com Josy, é encontrar uma propriedade que tem a cara da rede. “Somos uma companhia que dificilmente constrói hotel, a não ser, claro, em Dubai. Tem que ser um prédio histórico, que tem a história da cidade, e, então, transformamos em hotel”, informa Josy.

Assim, o Taj conseguiu nos EUA três propriedades icônicas que ficam em Boston, São Francisco e Nova York. Em Londres, o hotel também fica num prédio histórico. “Na Índia, são os palácios dos marajás, então, temos que encontrar algo no perfil do Taj”, espera.

No mundo, a empresa tem 16 mil quartos, e a proposta é chegar a 25 mil quartos em cinco anos. Mas o investimento é alto. Para se ter um hotel cinco estrelas, o custo médio é US$ 1 milhão por unidade. “Se são 200 quartos, são US$ 200 milhões”, calcula a vice-presidente Jodi. No projeto do Taj Dubai, em Dubai, nos Emirados Árabes, que será inaugurado em dezembro, a rede está entrando só com a bandeira, não construiu.

Sem revelar o tíquete médio dos brasileiros, Jodi conta que o Taj é uma rede de luxo, então, a diária média é a partir de US$ 500. “Não temos uma pesquisa formal (dos gastos), mas brasileiro gosta de gastar”, brinca a vice-presidente. No cenário atual, Jodi espera que o Brasil volte a crescer para que as pessoas viajem mais.

Sem hotel no Brasil, Josy explica que o trabalho dela é levar os brasileiros para os hotéis Taj no mundo. “Belo Horizonte é o segundo maior mercado da rede no Brasil, depois de São Paulo”, aponta. Em termos percentuais, São Paulo detém 60% e Minas Gerais vem depois com 30% dos turistas.

O The Pierre, de Nova York (EUA) é o hotel da rede Taj que mais recebe brasileiros. “Lá, nós somos o segundo maior mercado de todos. O primeiro é do Oriente Médio, porque quando os sheiks vão, levam famílias, esposas, não tem para ninguém”, conclui Josy.

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