Só 45% das jovens tomou 2ª dose de vacina do HPV

Imunização só protege contra vírus se garotas tomarem reforço

iG Minas Gerais |

Campanha. Meninas de 11 a 13 anos devem ser vacinadas contra HPV
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Campanha. Meninas de 11 a 13 anos devem ser vacinadas contra HPV

Brasília. Mais de dois meses após o início da aplicação da segunda dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV, em inglês), 2,2 milhões de meninas com idade entre 11 e 13 anos receberam o reforço da imunização. O número representa 45% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de adolescentes.

O Ministério da Saúde ainda reforçou a importância da segunda dose para garantir proteção contra o HPV, responsável pela maior parte dos casos de câncer de colo de útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina e terceira causa de morte entre mulheres por câncer no Brasil. A estimativa é que 14 mulheres morrem todos os dias no país vítimas da doença.

“Para garantir 100% de proteção contra o HPV, as meninas de 11 a 13 anos precisam tomar todas as doses previstas na vacinação: a segunda, seis meses depois da primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos depois”, destacou o ministério.

Imunização. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que o governo tenta identificar as meninas que ainda não receberam a segunda dose da vacina. “O que vamos fazer é um trabalho mais pontual. Estamos identificando meninas que não tomaram a segunda dose e as convocando para comparecer aos postos”, explicou, ao se referir ao plano como uma estratégia para as faltosas.

A imunização não substitui a realização do exame preventivo nem o uso do preservativo nas relações sexuais. A orientação é que mulheres de 25 a 64 anos façam o exame preventivo conhecido como “papanicolau” a cada três anos.

Entenda. O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Ele também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. As informações são da Agência Brasil.

Reações

Internações. Vários casos de meninas que foram internadas após tomar a vacina podem ter afastado as jovens dos postos. Médicos garantem, no entanto, que a imunização é segura.

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