Após anos de tentativas, chega skate que flutua a 2,5 cm do chão

Tecnologia criada em 1989 para não deixar prédios caírem inspirou os rapazes

iG Minas Gerais | Conor Dougherty |

JASON HENRY
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Los Gatos, EUA. Muitas coisas podem flutuar. Mas, nas últimas três décadas, uma geração de engenheiros e fãs de cinema estiveram à espera de outra coisa: um skate que paira no ar como o que aparece no filme “De Volta para o Futuro II”.

O skate que flutua é ficção, uma visão dos roteiristas que criaram a história de Marty McFly, um adolescente que viaja de 1985 a 21 de outubro de 2015, e usa uma prancha voadora (ou hoverboard) para fugir de um bando de desordeiros. O filme tinha outros itens futuristas, como carros voadores e sapatos que se amarram sozinhos, mas nenhum deles mexeu tanto com a imaginação das pessoas quanto a prancha voadora.

No interior de um sombrio conjunto de escritórios aqui no norte da Califórnia, Greg e Jill Henderson estão trabalhando em seu último projeto. Eles permitiram que um visitante subisse em uma barulhenta prancha magnética que flutua sobre uma superfície de cobre.

Ela paira 2,5 centímetros acima do solo. Mas quando o homem de 86 kg ficou sobre a prancha de 45 kg, um ligeiro empurrão foi o suficiente para fazer com que ele saísse rodopiando pela sala sobre uma almofada de ar.

Os Hendersons apostaram toda a sua poupança na tecnologia da flutuação e esperam criar uma nova indústria baseada nessa ciência.

Inspiração. Henderson se encantou com a tecnologia da flutuação em 1989. Sua inspiração não foi o “De Volta para o Futuro”, mas o terremoto em Loma Prieta. Sua ideia era que se fosse possível fazer edifícios flutuantes, você poderia construir cidades que resistissem melhor a terremotos.

Durante os 25 anos seguintes ele se formou em West Point, serviu o exército, trabalhou em finanças e na construção civil e frequentou uma escola de arquitetura. Passou a maior parte da década passada projetando apartamentos e condomínios. Há dois anos, fundou sua empresa, a Arx Pax.

O plano de negócios é desenvolver tecnologias magnéticas e licenciar patentes para construtoras, empresas de engenharia, o duende verde e qualquer pessoa que precise fazer alguma coisa levitar.

Henderson pode ser um sonhador, mas é suficientemente realista para compreender que as pessoas devem estar mais interessadas em skates voadores do que em suas ideias para novos tipos de fundações para os prédios.

“É por isso que escolhemos a prancha flutuante: para chamar atenção”, explica ele. “Se uma em cada dez pessoas perceberem que há um outro tipo de uso para isso, teremos um grande sucesso.”

Financiamento

Tentativa. A prancha Hendo ainda não está à venda. Em outubro, Greg e Jill Henderson iniciaram uma campanha para arrecadar US$ 250 mil no Kickstarter, um site de financiamento coletivo.

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