Mudança gerou choque cultural

Mas houve também o choque cultural. “Pela primeira vez, encontrei pessoas que acreditavam em Deus e achei muito estranho

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

O professor Steve Taube, 35, morava em Leipzig, na Alemanha Oriental. Aos 10 anos, ele viu a queda do muro pela TV. “Eu me lembro das imagens de pessoas subindo no muro e sentadas em cima. Para mim, tudo isso foi como um filme, não era muito real ainda”, recorda-se.  

Em fevereiro de 1990, ele se mudou com a família para a Alemanha Ocidental e ficou maravilhado. “Adorei aqueles chocolates – Mars, Twix, Milka –, que nós só conhecíamos da TV e de ouvir falar”, conta.

Mas houve também o choque cultural. “Pela primeira vez, encontrei pessoas que acreditavam em Deus e achei muito estranho. A mentalidade dos ‘lesteiros’ e ‘oesteiros’ era diferente, então o encontro súbito criou problemas. Havia preconceitos. Hoje há pessoas na Alemanha que em nenhum momento pensam no esquema leste-oeste, e há outras que ainda o vivem profundamente”.

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