Desorganização fora dos gramados

Raposa cita manobra do Galo para explicar toda a polêmica dos ingressos, e Alexandre Kalil rebate dizendo que está ‘cagando para o Cruzeiro’

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira / Gabriela Pedroso |

As polêmicas de bastidores, ligadas à venda de ingressos e à divisão de torcida, infelizmente, ofuscaram parte do mais aguardado clássico de todos os tempos. Na véspera da partida, a falta de consenso entre as diretorias provocou mudanças no planejamento de segurança e de trânsito, além de uma corrida dos torcedores atleticanos por uma nova oferta de ingressos.  

Pela manhã, diante do impasse sobre o número de ingressos que o Atlético deveria ceder para o Cruzeiro – a diretoria celeste exigia 2.302, e o alvinegro só pôde disponibilizar 1.871 ingressos –, a Polícia Militar precisou intervir e disse que não era possível atender a reivindicação cruzeirense no espaço do setor Cadeira Ismênia, reservado pelo Galo.

No início da tarde, a Raposa surpreendeu e rejeitou os ingressos. Além de defender que o Atlético deveria ter cedido 10% da capacidade do estádio, segundo estabelece o Regulamento Geral de Competições da CBF, a diretoria celeste ainda reiterou que o rival não cumpriu o prazo de 72 horas para o repasse ao visitante, como diz o Estatuto do Torcedor. “A diretoria lamenta que nossa torcida não possa comparecer ao primeiro jogo da final devido às manobras da diretoria do Atlético”, disse a nota. “Estou cagando para a decisão do Cruzeiro”, rebateu o presidente Alexandre Kalil em entrevista ao site da ESPN.

Com a recusa celeste, o Galo colocou à venda, ainda na tarde desta terça, os ingressos que, antes, seriam destinados rival ao preço de R$ 200. Mais de 15 mil já foram vendidos. Apesar da torcida única atleticana no primeiro jogo, o Cruzeiro indicou que vai respeitar o regulamento e reservar 10% dos bilhetes para a torcida do Atlético na partida de volta, no Mineirão.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave