Em lados opostos no campo, mas juntos para fazer história

Atlético e Cruzeiro começam a decidir a Copa do Brasil, em duelo que bateu na trave em 1987 e 2000

iG Minas Gerais | Thiago Prata / Josias Pereira |

Classificação do Galo para a final veio após a vitória heroica sobre o Flamengo, por 4 a 1, no Mineirão
DENILTON DIAS / O TEMPO
Classificação do Galo para a final veio após a vitória heroica sobre o Flamengo, por 4 a 1, no Mineirão

Já são 93 anos de uma história repleta de capítulos épicos, viradas fantásticas, gols antológicos, goleadas avassaladoras, lágrimas, suor, sangue e glórias. Sempre foi assim, e sempre será, toda vez que Atlético e Cruzeiro se veem frente a frente dentro de um campo de futebol. E o ápice da trajetória deste confronto serão os dois duelos da final da Copa do Brasil, considerados os “clássicos dos clássicos”.  

E não faltam motivos para rotular tais partidas desta maneira. Afinal de contas, esta é a primeira vez que Raposa e Galo decidem um torneio nacional. E justamente num momento em que ambos os clubes estão em grandes fases, em alta no cenário nacional e sul-americano desde 2013, e cheios de atletas diferenciados.

Por isso, Minas Gerais está em festa, antes mesmo de a bola rolar nesta quarta, no primeiro embate da final, às 22h, no Independência. E ver os arquirrivais na decisão de um torneio nacional se torna marcante também para aqueles que sonhavam que com isso há anos.

Em 1987, o clássico dos clássicos bateu na trave. Alvinegros e celestes chegaram à semifinal da Copa União, a Primeira Divisão do Brasileiro, mas foram eliminados por Flamengo e Internacional, respectivamente. “O Atlético jogou numa quarta-feira, e o Cruzeiro, numa quinta-feira. O Cruzeiro foi até escondido ao Mineirão para ver o jogo do adversário que poderia enfrentar na decisão. O Atlético jogou muito bem, mas o Flamengo acabou ganhando. E a gente, no outro dia, perdeu para o Internacional. Estávamos muito confiantes. Só que o Taffarel fechou o gol naquele dia. Foi uma decepção para Cruzeiro e Atlético. Mas, graças a Deus, a final entre os dois em um torneio nacional finalmente vai acontecer”, relembrou Douglas, ex-volante da Raposa presente na equipe celeste de 1987.

Quem também fez parte daquelas semifinais foi o lateral-esquerdo Paulo Roberto Prestes, feliz com a ótima fase dos rivais. “Este clássico tem tudo para ser o maior de todos os tempos, muito pela conotação que a partida assume nesse momento tão importante para as equipes. É para ficar na história”, opinou o lateral.

A decisão da Copa do Brasil de 2000 também quase teve os rivais na final. Porém, só o Cruzeiro se classificou, enquanto o Galo caiu diante do São Paulo, nas semifinais. “Foi uma pena, todos estavam esperando uma final com o Cruzeiro, que também tinha um grande plantel, e acabou ficando com o título. Mas não conseguimos chegar até lá, na grande decisão. Espero que esses jogadores que hoje estão defendendo a camisa alvinegra consigam este título”, declarou o ex-goleiro Velloso, um dos ídolos do Atlético naqueles tempos.

Já o ex-volante Ricardinho, campeão em 2000, anseia pelo pentacampeonato da Raposa no torneio. “Se igualar a vontade do Atlético, o Cruzeiro pode vencer, porque é um pouquinho melhor tecnicamente. Será uma grande final”, disse.

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