Esforço coletivo

iG Minas Gerais |

Jorge Rodrigues Jorge/CZN
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A mobilidade em seus mais amplos conceitos, principalmente no que diz respeito à locomoção nos grandes centros urbanos, é pauta constante de seminários, feiras e exposições. E não foi diferente na Fetransrio, evento que estará aberto ao público até o próximo dia 7, no Rio de Janeiro. A mostra chega à sua décima edição consolidada como um fórum para debates, apresentações e lançamentos de novos produtos, sendo que todo o seu contexto envolve exclusivamente os ônibus, urbanos e rodoviários. Nos vários estandes espalhados pelo local da feira, montadoras exibem novos chassis, produzidos exclusivamente para ser montados pelas encarroçadoras, com a finalidade única de transporte para passageiros. É nesse universo que esse mercado e seus players seguem em constante busca, procurando conciliar conforto para os usuários, melhor dirigibilidade para o motorista, economia de combustível, menos emissão de poluentes e, claro, a rentabilização para o empresário operador do sistema. A Fetransrio ocupa agenda do setor de dois em dois anos e, nessa edição, o consenso acerca das evoluções ocorridas desde sua última realização, em 2012, tem na aplicação do câmbio automatizado, que está sendo utilizado pela maioria dos fabricantes, o grande destaque. Isso sem falar na maior aplicação de um recurso antes quase restrito aos veículos para o transporte rodoviário: a suspensão pneumática, ou por meio de bolsa de ar, que oferece ao passageiro muito mais conforto. Ainda tendo como cotejo essa exposição, a voz corrente nas coletivas disse respeito ao sistema BRT, em tradução livre, transporte rápido por ônibus, realidade atual que há dois anos se constituía apenas em projetos e boas intenções. A primeira cidade a contar com a nova proposta foi Curitiba (PR). Está acirrada a disputa que promovem entre si os fabricantes de chassis e motor, juntos com as encarroçadoras. Todos unidos no sentido de convencer, com argumentos focados em custo-benefício, as empresas de ônibus, potencias clientes que operam o BRT. Em nossa capital, o sistema começou a operar com dois corredores, a partir do começo deste ano. Nessa primeira etapa, foram adquiridas, de variadas marcas, 400 unidades para ser utilizadas no transporte de passageiros. Desse total, 192 são articulados ou sanfonados, como se diz popularmente. Relógio de pulso que permite o pagamento do bilhete de acesso ao ônibus e muitas outras inovações em tecnologia aplicadas para facilitar a vida do usuário foram mostradas no Riocentro. Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões (MAN), Scania e Iveco estiveram presentes, esta última fazendo sua estreia com o lançamento do chassis 170S28, projetado e fabricado no Complexo Industrial localizado em Sete Lagoas, em Minas Gerais. O modelo de 17 t tem foco no transporte urbano e fretamento e seus testes de desenvolvimento envolveram mais de 1,2 milhão de quilômetros para validação dos componentes e 600 mil quilômetros percorridos por empresas do transporte de passageiros. Acompanhadas das empresas Marcopolo, Neobus, Irizar, Caio e Mascarello, todas apresentam a evolução desse transporte de massa, que, uma vez eficiente, pode ser capaz de alterar o cenário visto nas ruas, onde impera um sem-número de automóveis, que consomem combustível, poluem e, para completar, em sua maioria, transportam apenas o motorista.

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