Santa Casa de Lagoa Santa será administrada pelo SUS, decide TJ

Unidade de saúde está fechada desde abril deste ano e, após decisão, deve voltar a funcionar em 2015

iG Minas Gerais | DANIEL POLCARO |

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Após fechamento, habitantes usam pronto-atendimento, sem estrutura para tratar muitas doenças
Lincon Zarbietti / O Tempo
Opção. Após fechamento, habitantes usam pronto-atendimento, sem estrutura para tratar muitas doenças

Em decisão na tarde desta terça-feira (11), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi favorável à criação de uma comissão para reabrir e administrar a Santa Casa de Lagoa Santa, na região metropolitana da capital, que está fechada desde abril. A previsão é que o hospital retorne as atividades no início do ano que vem.

“O julgamento confirmou que havia má-gestão e irregularidades. A intervenção com os atuais gestores seria impossível”, observa Fabiano Moreira, secretário municipal de Saúde. De acordo com ele, o hospital pode voltar a funcionar plenamente entre 90 e 120 dias. “Precisamos agora realizar auditoria para saber como de fato o local está, principalmente na área contábil. O hospital tem dívidas com funcionários e fornecedores e perdeu recursos estaduais e federais”, afirma.

A comissão que busca a reabertura do local será formada por representantes da prefeitura, do Ministério Público, do governo do Estado, do Ministério da Saúde e do Conselho Municipal de Saúde. “O hospital precisa funcionar e funcionar bem, sem devolver pacientes para Vespasiano e Belo Horizonte”, conta Moreira.

Segundo ele, a unidade deve atender por mês entre 2.500 e 3.000 pacientes – mesmo volume do Pronto-Atendimento Municipal, criado logo após o encerramento das atividades do hospital para atender a demanda do município.

Nenhum gestor da Santa Casa foi encontrado para falar sobre o caso.

Estrutura

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Fabiano Moreira, a Santa Casa de Lagoa Santa possui cerca de 100 funcionários, 40 deles médicos. O hospital possuía administração própria e funcionava desde 2001.

Um plano emergencial acompanhado pelo Ministério Público chegou a ser realizado em junho, mas sem sucesso.

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