Oposição nega acordo em CPI da Petrobras, esvaziada pela base aliada

Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou querer a ida, como depoentes, da senadora Gleisi Hoffmann, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o tesoureiro do PT João Vaccari Neto

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 A oposição entrou na sessão na CPI da Petrobras desta terça-feira (11) disposta a quebrar o acordo de não convocar agentes políticos, acertado com a base aliada na semana passada.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que sete dias atrás confirmou ter havido um compromisso de não se levar políticos para depor, pediu a palavra no início da reunião. Ele atacou o relator do colegiado, deputado Marco Maia (PT-RS), que não foi ao Congresso por estar hospitalizado após um acidente de moto.

O tucano acusou o petista de ter cometido estelionato político na entrevista em que anunciou o acordo para blindar políticos. "O relator mentiu, mentiu, dizendo que tinha acordo para poupar quem quer que fosse. Minha história não combina com acordo"

O deputado oposicionista concluiu dizendo defender a convocação de Leonardo Meirelles, apontado como laranja do doleiro Alberto Youssef e o responsável por delatar pagamento de propina a tucanos com dinheiro desviado da Petrobras.

Sampaio afirmou ainda querer a ida, como depoentes, da senadora Gleisi Hoffmann, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, todos citados em delações premiadas de Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.

Base aliada. Parlamentares da base aliada não apareceram na sessão. Sem quórum mínimo de 17 integrantes, o colegiado fica impedido de votar requerimentos. Com isso, foram adiadas as apreciações de pedidos de convocação e convites que estão na pauta da CPI.

A manobra foi criticada pela oposição. "Boicote, mais uma vez da bancada do PT, da presidente Dilma. Infelizmente, assistimos a ausência dos deputados da base do governo", acusou Mendonça Filho (DEM-RS).

Já Enio Bacci, deputado gaúcho do PDT, pediu a palavra para fazer uma denúncia: sem dar nomes, afirmou ter sido pressionado por colegas a não ir à sessão desta quarta-feira. "Disseram que eu seria substituído, se aqui comparecesse. Se eu não estiver aqui na semana que vem, é porque vim dar quórum hoje", previu Bacci.

Até o momento, parlamentares da oposição estão insistindo para que, caso se atinja o número de 17 integrantes antes do fim da sessão, o presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), paute os requerimentos pendentes.

Na segunda etapa da reunião, a CPI começou a ouvir o depoimento do gerente de Contratos da Petrobras, Edmar Diniz de Figueiredo.

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