Duelo com o quase ex-clube

Ricardo Goulart, que voltou a ser decisivo no último fim de semana, esteve perto de ir para o Atlético

iG Minas Gerais | Bruno Trindade e Diego Costa |

Com moral. “O Ricardo Goulart é um jogador muito importante para o nosso time. Ele tem muita força física, ataca demais, tem uma força ofensiva muito grande dentro dos jogos, tem muita presença de área e também nos ajuda na marcação.”  - Bruno Rodrigo, Zagueiro do Cruzeiro
Denilton Dias – 28.10.2014
Com moral. “O Ricardo Goulart é um jogador muito importante para o nosso time. Ele tem muita força física, ataca demais, tem uma força ofensiva muito grande dentro dos jogos, tem muita presença de área e também nos ajuda na marcação.” - Bruno Rodrigo, Zagueiro do Cruzeiro

As cores da vida de um jovem meio-campo, então com 21 anos, mudaram repentinamente em dezembro de 2012. Do alvinegro para o azul celeste. Mas uma metamorfose que envolvesse as tonalidades da principal rivalidade do futebol mineiro não poderia ter sido tranquila. A negociação que levou a promessa Ricardo Goulart para o Cruzeiro é uma amostra do que está por vir na final da Copa do Brasil deste ano. Dois clássicos de tirar o chapéu.

Após se destacar com a camisa do Goiás na Série B de 2012, Goulart entrou na pauta de grandes clubes do futebol brasileiro. Mas foi a dupla mineira que protagonizou o grande embate para contar com o jogador. No dia 2 de dezembro, o presidente Alexandre Kalil revelou que dava como certa a contratação do meia-atacante.

Duas semanas depois, o mesmo Kalil disparou: “Esse (Ricardo Goulart) eu já liberei. Estão fazendo leilão com o Cruzeiro, e eu não vou fazer leilão com promessa. Ofereceram R$ 1,5 milhão de luvas, mais não sei quanto pelos direitos econômicos. Eu saí da jogada porque virou maluquice”, disse.

Para os torcedores cruzeirenses, o presidente Gilvan de Pinho Tavares foi tão habilidoso quanto o meia Everton Ribeiro na partida contra o Flamengo, pela Copa do Brasil do ano passado, e deu um lindo chapéu no mandatário alvinegro.

Alheio à polêmica, Goulart vestiu a camisa celeste. E lhe caiu muito bem. Após a saída de Diego Souza, ainda em 2013, ele tomou conta do meio-campo da Raposa. Ao lado de Everton Ribeiro, se tornou um dos grandes nomes do time tricampeão nacional. A promessa apontada pelo dirigente alvinegro virou realidade e chegou à seleção brasileira, já na nova era Dunga.

No fim das contas, o destino reservou alegrias para as duas partes, com grandes conquistas para Galo e Raposa.

Agora vem a final da Copa do Brasil, e o camisa 26 é uma das apostas da equipe azul para superar o alvinegro. Contra o quase ex-clube, ele desequilibrou apenas uma vez. Fez dois gols na goleada por 4 a 1 no ano passado, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

“O Goulart é um jogador superimportante taticamente, joga para o time, se sacrifica sempre por todos. A presença de área que ele tem é muito importante, sempre é bom tê-lo em campo, porque puxa a marcação, faz o trabalho sujo também para que a gente possa fazer os gols nos jogos”, destacou Marcelo Moreno.

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