Cota de bilhetes gera impasse

Isolamento de parte do setor destinado a cruzeirenses reduz número de ingressos, mas clube quer 10%

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Más recordações. Cruzeirenses brigaram entre si nó último clássico em que estiveram no Horto
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Más recordações. Cruzeirenses brigaram entre si nó último clássico em que estiveram no Horto

Os rivais, definitivamente, não se acertam. Ontem, faltando dois dias para o primeiro clássico decisivo da Copa do Brasil, Atlético e Cruzeiro ainda não definiram o espaço para os torcedores cruzeirenses, que deverão ocupar 10% do Independência, segundo acordado na semana passada na Federação Mineira de Futebol.

Quando o Atlético pediu 10% dos ingressos do jogo de volta, no Mineirão, o Cruzeiro fez o mesmo para o Horto. O clube celeste, porém, alega que tem direito a 2.302 ingressos, o que equivale a 10% da capacidade total do estádio (não a carga posta à venda).

A diretoria atleticana separou o setor de cadeira Ismênia, no anel superior do estádio, para o torcedor azul. O espaço, que tem 2.219 lugares. Mas, com isolamento das duas primeiras fileiras determinado pela Polícia Militar, por motivos de segurança, a capacidade do setor cai para 1.871. A PM vai proibir também que torcedores saiam da área dos bares com copos de bebidas para evitar que sejam atirados na torcida do Galo, que estará nos andares inferiores.

Assim, faltariam 431 lugares. A diretoria celeste, por sua vez, exige um novo local no estádio para que o restante de cruzeirenses sejam alocados. Em reunião ontem com representantes dos clubes, Ministério Público e demais órgãos de segurança, a representante do Atlético, a diretora executiva Adriana Branco, ficou de consultar o presidente para resolver o impasse.

“O Cruzeiro quer que essa quantidade (2.302 bilhetes) seja mantida, outro local ou que seja torcida única. Se não houver um acordo, serei obrigado a intervir por critérios de segurança”, explicou o coronel Ricardo Machado, chefe do Comando de Policiamento Especializado (CPE). Deste modo, pode-se voltar a ideia de torcida única nos dois jogos finais.

Em contato com a reportagem, o Cruzeiro disse que não abre mão dos exatos 10% no Independência. Ele só faria isso se o Atlético abrisse mão dos mesmos 10% no jogo do Mineirão.

No início da noite de ontem, o clube alvinegro encaminhou um ofício ao Cruzeiro dizendo que não cederá mais lugares do que o que foi estipulado pela PM. Ainda no documento, o Atlético ressaltou que no último clássico disputado em setembro, no Mineirão, a Raposa repassou apenas 10% de sua carga de ingressos e que isso não corresponderia a capacidade total do Mineirão. Assim, em vez de 6.200 ingressos referentes aos 62 mil, foram repassados 5.150, de 51.150 vendidos pelo time azul.

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