Medida é paliativa, afirma sociólogo

iG Minas Gerais |

Contar com mais policiais militares realizando a segurança pública durante o período natalino é uma medida preventiva importante no sentido de ajudar a coibir ações criminosas, mas um paliativo para um problema muito maior, segundo o sociólogo Moisés Augusto, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Ele defende que, para enfrentar efetivamente a criminalidade, é preciso estruturar um serviço de inteligência articulado a um plano nacional de segurança.

“O intuito (ideal) seria chegar até as causas do crime”, defende o sociólogo, que também é pesquisador em segurança pública. Augusto observa que, após o fim das festas de fim de ano, o número de policiais militares no patrulhamento vai ser reduzido, ainda que mil dos 1.938 continuarão a atuar na capital, e 938 irão para o interior, conforme planejamento da Polícia Militar.

O especialista vislumbra que a segurança pública será um desafio para o próximo governo, que vai começar a comandar Minas Gerais em janeiro. “Novos desafios se colocam para o Executivo, e é preciso uma força permanente. Mais do que isso, é necessário um trabalho articulado”, analisa. (AD)

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