Protesto constrange embaixadores

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Atraso. Dilma recebeu as credenciais de 32 embaixadores ontem, após adiar evento por quase um ano
Roberto Stuckert Filho/PR
Atraso. Dilma recebeu as credenciais de 32 embaixadores ontem, após adiar evento por quase um ano

Brasília. Enquanto no segundo andar do Palácio do Itamaraty o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, recebia ontem 32 embaixadores que acabavam de entregar suas credenciais à presidente Dilma Rousseff, um grupo de 50 servidores fazia um ato pedindo o pagamento do auxílio-moradia dos funcionários que residem no exterior, atrasado há mais de dois meses.

Com faixas e broches – com os dizeres “respeito é bom” –, os servidores conseguiram fazer barulho suficiente para que a música tocada nos salões de almoço tivesse seu volume aumentado.

O decreto autorizando o pagamento de um crédito suplementar de R$ 26,5 milhões foi publicado ontem no “Diário Oficial da União”, depois de ter sido aprovado há quase dois meses pelo Congresso. Os recursos, no entanto, ainda devem levar alguns dias para cair na conta os servidores no exterior.

“Agora é uma questão da burocracia. Mas nós precisamos de uma solução definitiva para isso. Temos que aperfeiçoar os mecanismos. Todo ano tem cortes no orçamento, não podemos ficar à mercê disso”, afirmou Sandra Nepomuceno Malta, presidente do sindicato que reúne diplomatas, oficiais e assistentes de chancelaria, o SindItamaraty.

Já existe uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que o pagamento seja transformado em verba indenizatória, o que então permitiria que o pagamento fosse feito junto com os salários.

Ao todo, cerca de 2.000 servidores podem estar sendo prejudicados pelo atraso, em 226 postos diplomáticos em todo o mundo. O auxílio-moradia é pago a todo servidor do Itamaraty no exterior, e por vezes chega a representar 70% do salário.

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