Travada, CPI do Mineirão é alvo de choque de versões

ALMG diz que não há requerimento pendente; oposição diz que caso está sendo engavetado

iG Minas Gerais | Do Aparte |

BRUNO FIGUEIREDO / O TEMPO
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Mais de um mês depois de ter sido protocolada, de acordo com os oposicionistas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mineirão, que seria criada para investigar os contratos que passaram à iniciativa privada o controle do maior estádio de Minas Gerais, ainda não saiu do lugar. E o motivo é incerto, já que cada lado envolvido aponta o outro como o culpado. Pelo lado oposicionista, a alegação é de que o comando da ALMG estaria “engavetando” o processo. O deputado Rogério Correia (PT) afirma que tem pressionado diariamente para que o documento, que segundo ele tem 27 assinaturas, seja lido em sessão, para que a comissão seja instalada e as investigações comecem. “Nós entregamos as 27 assinaturas e ainda está correndo a análise, mas agora dependemos da boa vontade do comando da Casa”, reclama. Por outro lado, a assessoria da Assembleia informa que não há nenhum requerimento de instalação de CPI pendente. De acordo com a Casa, ainda faltam assinaturas e, por isso, o caso não foi levado adiante. A Assembleia, no entanto, não diz se alguma assinatura teria sido retirada, após a oposição comemorar ter conseguido os 27 nomes. O pedido de CPI foi apresentado pela oposição em fevereiro do ano passado, mas, desde então, estava parado por não ter 26 assinaturas suficientes para garantir a instalação do colegiado. No dia 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições, os oposicionistas disseram ter obtido as duas assinaturas que restavam.

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