Final para a história, e torcida pela normalidade

iG Minas Gerais |

Dentro de campo, impossível prever o que vai dar entre Atlético e Cruzeiro nesta final da Copa do Brasil. Cada um tem as suas vantagens e vulnerabilidades e os respectivos treinadores estão por dentro de tudo. Todos os Estados brasileiros estão com água na boca, pois assistir uma decisão dessas entre os seus maiores clubes é raridade. Tomara que haja civilidade e tudo transcorra normalmente fora das quatro linhas e pela cidade, entre o torcedores. Na cadeia Para manter a tranquilidade no Independência e Mineirão a Justiça deveria exigir que todos os baderneiros, já registrados em ocorrências anteriores, se apresentassem a uma delegacia de polícia três horas antes da partida. E que fossem liberados três horas depois. Em alguns países evoluídos é assim. E foi desse jeito que diminuíram drasticamente com a violência no futebol. No Brasileiro Depois dessa coisa sem sentido de execução de Hino Nacional, que desagrada à maioria dos brasileiros em estádios de futebol, Cruzeiro e Criciúma fizeram um belo jogo, com vitória suada cruzeirense, apesar do placar de 3 a 1. Marcelo Oliveira tinha a preocupação óbvia de preservar seus principais jogadores para a decisão da Copa do Brasil, mas sem abrir mão da dianteira que tem, com folga do Brasileiro, ainda mais com a vitória do São Paulo, segundo colocado, que acabava de derrotar o Vitória, 2 a 1. Reação Marcelo Oliveira teve que escalar o time completo, pensando em garantir a vitória no primeiro tempo, mas não contava com a furada do zagueiro Bruno Rodrigo no gol de abertura do placar do Criciúma. No sábado, por incrível que pareça foi uma vitória até fácil do Atlético, quase todo reserva, sobre o Palmeiras no Pacaembu. O time mandou no jogo, manteve a tranquilidade quando o desespero mandou todo o adversário ao ataque e fez 2 a 0 com uma tranquilidade surpreendente. A opção de Levir Culpi deu certo e o único titular absoluto em campo, Victor, justificou a escalação com defesas salvadoras em momentos chave e a sua experiência para esfriar o Palmeiras quando houve necessidade. O mais importante Levir Culpi dá tanta certeza aos mais novos de que eles terão oportunidades reais, caso façam por onde, que está surgindo uma meninada altamente promissora. Dodô foi o nome do jogo; Eduardo e Marion fizeram uma grande partida, e este zagueiro Tiago, além de mais um gol, foi um achado. Firme na defesa e certeiro nas subidas ao ataque.

Mais gente boa Nessa toada de o Atlético voltar a aproveitar a prata da casa, muitos torcedores que acompanham de perto as categorias de base do clube enviam e-mail para a coluna alertando para potenciais futuros grandes jogadores. É o caso do Paulo Bruno, de Juatuba-MG que pede atenção ao Uilson, goleiro; Donato e Gabriel, zagueiros; Felipe, Tabata e Daniel, meias, e Nolasco, atacante. Competência Que bom ver o Boa na briga por uma vaga na Série A nacional 2015, fruto de pura competência dos irmãos que comandam o antigo Ituiutaba Esporte, fundado em 1947.

O ex-Ituiutaba O Boa foi adotado por Varginha, já que a cidade de Ituiutaba não se viu em condições de segurá-lo lá. É um exemplo de organização e conhecimento de futebol. Derruba as alegações do América, que montou um bom time este ano, mas que não deverá voltar à Série A por causa de erro absurdo em utilizar jogador irregular. A estrutura do Boa não chega nem perto da do América.

Sociais da mídia Notícias de dois grandes companheiros da imprensa: sábado foi aniversário do Luiz Chaves, com quem tive a honra de trabalhar e aprender muito na Rádio Inconfidência e TV Bandeirantes, no Minas Esporte. Comemorou 70 anos muito bem vividos, com a família e amigos. Amanhã, Orlando Augusto, outra grande figura humana, vai se tornar Cidadão Honorário de Belo Horizonte. Ele que teve o privilégio de nascer em Conceição do Mato Dentro e agora, também a honra de se tornar belorizontino, graças à iniciativa do vereador Valdivino, que merece nota 10 pelo ato.

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