Cruzeiro quer 10% exato e Galo estuda solução para alocar cruzeirenses

Diretoria celeste exige 2.302 lugares que, por causa do isolamento da PM, não cabem no setor Cadeira Ismênia; coronel Machado pode intervir

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Os rivais, definitivamente, não se acertam. A dois dias do clássico, Atlético e Cruzeiro ainda não definiram o espaço para os torcedores cruzeirenses, que deverão ocupar 10% do Independência, segundo acordado na semana passada na Federação Mineira.

Quando o Atlético pediu 10% dos ingressos do jogo de volta, no Mineirão, o Cruzeiro fez o mesmo para o Horto. O clube, porém, alega que tem direito a 2.302 ingressos, o que equivale à 10% da capacidade total do estádio (não a carga posta à venda).

A diretoria atleticana separou o setor de cadeira Ismênia, no anel superior do estádio, para o torcedor azul. O espaço, que tem 2.219 lugares, ficaria ainda para 1.871 com o isolamento da Polícia Militar das duas primeiras fileiras.

Assim, faltariam 348 lugares. A diretoria celeste, por sua vez, exige um novo local no estádio para que o restante de cruzeirenses sejam alocados. Em reunião nesta segunda-feira, com representantes dos clubes, Ministério Público e demais órgão de segurança, a representante do Atlético, a diretora executiva Adriana Branco, ficou de consultar o presidente para resolver o impasse.

“O Cruzeiro quer que essa quantidade fique e outro local, ou que seja torcida única. Se não houver um acordo, serei obrigado a intervir por critérios de segurança”, explicou o coronel Ricardo Machado, chefe do Comando de Policiamento Especializado (CPE).

Os clubes ainda não se posicionaram oficialmente sobre o impasse. A PM aguarda por uma definição até às 9h desta terça-feira.

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Para o cruzeirense que irá ao estádio, a PM sugere que se concentre na praça da Estação, de onde partirão os ônibus para o estádio. A torcida celeste terá acesso pelo portão 8 pela rua Alexandre Tourinho.

A orientação é que os cruzeirenses vá ao Independência de transporte público, já que os ônibus serão escoltados. Quem preferir ir a pé, é melhor evitar usar a camisa do clube próximo de concentração de atleticanos. Cerca de 3.000 policiais militares trabalharão em toda a capital na quarta-feira.

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