Torcedores banidos serão controlados por tornozeleiras no clássico

Utilização do equipamento depende de determinação judicial; aqueles que aceitaram a proposta de transação penal têm que ficar a 5 km do estádio

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Estado de Minas Gerais já utiliza tornozeleiras para o monitoramento de presos
Marcilene Neves/Seds
Estado de Minas Gerais já utiliza tornozeleiras para o monitoramento de presos

Parte dos torcedores mineiros proibidos de frequentar os estádios por participação em brigas ou atos de violência será monitorada por tornozeleiras eletrônicas já para o clássico desta quarta-feira. Atlético e Cruzeiro se enfrentam no Independência na primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil.

Segundo a promotora criminal Larissa Souto Maior de Oliveira, os torcedores que aceitaram a proposta de transação penal – aqueles que trocaram a restrição de frequentar os estádios por um determinado tempo para se livrar de um processo criminal –, já podem ser monitorados nesta quarta-feira.

Para isso, é preciso que haja uma determinação do juiz de direito, que ordene a colocação da tornozeleira pela Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa), no centro, ainda nesta terça.

Para o caso de torcedores que receberam uma substituição de pena após condenação criminal, o Ministério Público aguarda o recebimento dos dados da Polícia Militar e do Tribunal de Justiça para cruzá-los e apresentar denúncias individualmente.

"Depende de cada caso e do histórico de violência. Vários dos torcedores que estão proibidos de frequentar os estádios por transação penal e deveriam se apresentar na Gameleira, têm nos procurado dizendo que as torcidas rivais sabem dos dias e horários que têm que se apresentar e são ameaçados", contou a a promotora.

As tornozeleiras foram adquiridas pela Secretaria de Estado de Defesa Social. São cerca de 30 equipamentos. A quantidade, no entanto, pode varia de acordo com o número de monitorados. Uma pequena central, instalada nos estádios, faz o controle e avisa de um determinado torcedor descumpriu a determinação. Ele deve ficar afastado num raio de 5 km.

Reforço

Para as partidas especiais, como os clássicos da final da Copa do Brasil, o Ministério Público vai enviar para os estádios, a partir de agora, não apenas um, mais dois promotores de Justiça. Com a divisão do serviço, os torcedores violentos que se recusem a assinar a transação penal, já sairão do estádio processados.

"Isso acelera o processo de quatro a seis meses. Muitos torcedores preferem não assinar a transação penal justamente para ganhar tempo até o fim do campeonato", ressaltou a promotora Larissa, coordenadora da Promotoria perante o Juizado Especial criminal e integrante do Grupo Nacional de Prevenção da Violência no Futebol.

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