Obama pede que China evite violência em protestos de Hong Kong

Presidente dos EUA, que acaba de sofrer uma grande derrota nas eleições legislativas, está na China para participar na reunião de cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira (10) que os protestos pró-democracia em Hong Kong são uma questão complexa e pediu que a violência seja evitada.

"Nossa mensagem principal é que a violência deve ser evitada", disse Obama à imprensa em Pequim, no primeiro dia de uma viagem pela Ásia. "Não esperamos que a China siga um modelo norte-americano em todas as instâncias, mas vamos continuar a nos preocupar sobre os direitos humanos".

Obama, que acaba de sofrer uma grande derrota nas eleições legislativas, está na China para participar na reunião de cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

Manifestantes pró-democracia ocupam bairros de importância econômica e política de Hong Kong, antiga colônia britânica hoje controlada pela China, ao longo das últimas seis semanas.

Liderados por estudantes, os manifestantes demandam eleições plenamente democráticas para o novo chefe do Executivo da cidade em 2017, em vez de votarem em candidatos pré-aprovados por Pequim, como previsto.

Os protestos pacíficos, que a China tem classificado como ilegais, chegaram a reunir mais de 100 mil pessoas.

A China administra Hong Kong sob a lógica de "um país, dois sistemas" desde que o Reino Unido devolveu o território para o governo de Pequim em 1997. O sistema permite autonomia e liberdades que não existem no restante do país.

China

Obama também pediu às autoridades chinesas uma abertura dos mercados, o câmbio livre e o respeito aos direitos humanos e à liberdade de imprensa, antes de destacar que é do interesse de Washington que a China prospere.

"O governo dos Estados Unidos é favorável ao surgimento de uma China próspera, pacífica e estável", disse Obama na abertura da Apec, na qual defendeu a intensificação das relações bilaterais entre as duas maiores economias do planeta.

Além disso, pediu às autoridades de Pequim, que aumentaram a repressão contra os dissidentes, que respeitem os direitos humanos e a liberdade de imprensa.

Obama também anunciou um acordo para ampliar os vistos para os cidadãos chineses que viajam aos Estados Unidos para trabalhar ou estudar, assim como para os turistas e empresários.

Mais de 1,8 milhão de chineses visitaram os Estados Unidos no ano passado, recordou Obama, o que representou uma contribuição de US$ 21 bilhões para a economia e a criação de mais de cem mil empregos.

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