Idas e vindas da bola

iG Minas Gerais |

Depois dessa coisa sem sentido de execução do Hino Nacional, que desagrada à maioria dos brasileiros em estádios de futebol, Cruzeiro e Criciúma iniciaram o jogo entre eles, quando eu enviava essa coluna. Marcelo Oliveira tinha a preocupação óbvia de preservar seus principais jogadores para a decisão da Copa do Brasil, mas sem abrir mão da dianteira – que tem com folga – do Brasileiro, ainda mais com a vitória do São Paulo, o segundo colocado, que acabava de derrotar o Vitória por 2 a 1, em Salvador. Ele teve que escalar o time completo, pensando em garantir a vitória no primeiro tempo, mas não contava com a furada do zagueiro Bruno Rodrigo no gol de abertura do placar pelo Criciúma. Não foi possível aguardar o resto do jogo. No sábado, por incrível que pareça, foi uma vitória até fácil do Atlético, com os jogadores quase todos reservas, sobre o Palmeiras, no Pacaembu. O time mandou no jogo, manteve a tranquilidade quando o desespero mandou todo o adversário ao ataque e fez 2 a 0 com uma tranquilidade surpreendente. A opção de Levir Culpi deu certo e o único titular absoluto em campo, Victor, justificou a escalação com defesas salvadoras e sua experiência para esfriar o Palmeiras quando necessário.

O mais importante. Levir Culpi dá tanta certeza aos mais novos de que eles terão oportunidades reais, caso façam por onde, que está surgindo uma meninada altamente promissora. Dodô foi o nome do jogo; Eduardo e Marion fizeram uma grande partida, e o zagueiro Tiago, além de ter feito mais um gol, foi um achado. Firme na defesa e certeiro nas subidas ao ataque.

Mais gente boa. Nessa toada de o Atlético voltar a aproveitar a prata da casa, muitos torcedores que acompanham as categorias de base do clube me enviam e-mails alertando para potenciais futuros grandes jogadores. É o caso de Paulo Bruno, de Juatuba (MG), que pede atenção ao Uilson, goleiro; Donato e Gabriel, zagueiros; Felipe, Tabata e Daniel, meias, e Nolasco, atacante.

Competência. Que bom ver o Boa na briga por uma vaga na Série A nacional em 2015, fruto de pura competência dos irmãos que comandam o antigo Ituiutaba Esporte, fundado em 1947. Em 1998, virou profissional e, em 2005, disputou a Primeira Divisão estadual, chegando à Série C. Está quase lá!

Ex-Ituiutaba. O Boa foi adotado por Varginha, já que Ituiutaba não se viu em condições de segurá-lo. É um exemplo de organização e conhecimento de futebol. Derruba as alegações do América, que montou um bom time neste ano, mas que não deverá voltar à Série A por causa do absurdo erro em utilizar jogador irregular. A estrutura do Boa não chega nem perto da do América.

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