Ainda falando do Espírito Santo verdadeiro conforme a Bíblia

iG Minas Gerais |

DUKE
undefined

Já vimos, em outras matérias, que há dois Espíritos Santos doutrinários: um bíblico e o do dogma. Para mim, o verdadeiro Espírito Santo é o bíblico. O dogmático, criado principalmente a partir do Concílio Ecumênico de Constantinopla (381), eu apenas respeito e respeito também as pessoas que o adotam. O dogmático é confuso, por isso dizem que é mistério de Deus, quando na verdade é mistério dos teólogos, o qual virou dogma, justamente porque é confuso, contraditório e não é bíblico. Já explicamos também muito, em outras matérias, que nos originais em grego (os evangelhos foram escritos nessa língua), quando se fala no Espírito Santo, não se usa geralmente o artigo definido “o” (“hó”) diante de Espírito Santo, como se fosse aquele único da terceira pessoa trinitária. Algumas traduções até costumam colocar esse artigo definido “o” entre parênteses. Cito aqui como exemplo o “Novo Testamento Interlinear Grego – Português”, da Sociedade Bíblica do Brasil. Pela Bíblia, o Espírito Santo designa todos os espíritos humanos, que são como extensões ou centelhas de Deus presentes em todos nós, e não o da terceira pessoa trinitária. E um detalhe: não existe também o artigo indefinido “um” nos textos gregos em que aparece o Espírito Santo. Mas isso é porque esse artigo não existe no grego. Porém, nas traduções para outras línguas em que ele existe, como no caso do português, em que ele deve aparecer. Repetindo: quando no grego não há o artigo definido “o”, é porque ele não existe, dando lugar ao artigo indefinido “um” nas traduções para línguas que o têm. Os tradutores se enrolaram mais ainda, porque no latim não se usa nenhum dos dois artigos. Assim, na Vulgata Latina (primeira tradução da Bíblia para o latim por são Jerônimo, por volta do ano de 400), a qual serve muito de base para os tradutores para outras línguas, não há nenhum dos dois artigos diante de Espírito Santo. E são Jerônimo tem uma saída, dizendo: “um espírito bom” (“spiritus bonus”), em vez de “o Espírito Santo”. Os teólogos dizem que o Espírito Santo é Deus, com o que concordamos, mas no sentido de que Deus é o Espírito Santo por excelência, como nos ensina a Bíblia: “Deus é o Pai dos espíritos” (Hebreus 12: 9). Esse Espírito Santo do Deus único é realmente diferente do da terceira pessoa trinitária. Vejamos estes textos bíblicos: “Não sabeis que sois santuário do (o correto é ‘de um’) Espírito Santo?” (1 Coríntios 6: 19); “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o (um) Espírito Santo” (1 Tessalonicenses 4: 8). Mas com o Espírito Santo trinitário sendo também o Deus todo-poderoso, a coisa fica complicada! No último texto bíblico citado: “...o Pai dará um Espírito Santo”, verifique-se que a identidade de Deus, o Pai, é uma, e a do Espírito Santo (espírito bom) que será dado é outra, o qual não pode ser a terceira pessoa trinitária, que, segundo o dogma dos teólogos, é também o próprio Deus, pois Deus não pode dar-se a si próprio, mas dá um outro espírito, ou seja, um espírito bom, no dizer de são Jerônimo, e para Paulo (Efésios 1: 17), um espírito de sabedoria! Estarei na Bienal do Livro de Minas 2014 (de 14 a 23 do corrente), no stand da Editora e Distribuidora de Livros Espíritas Chico Xavier (0800-283-7147), no dia 16, às 14h. Alternadamente, lá estarão também 20 outros autores espíritas, entre eles, o médium Izoldino Resende, no dia 23, às 15h.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave