Ideologia e origem não contam na hora de fundir partidos

Já o DEM foi criado em 2007 para dar uma “repaginada” no antigo Partido da Frente Liberal (PFL) que tinha como principal liderança o ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Em 2009, então recém-filiado ao PSB, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (hoje no PMDB) foi perguntado sobre a filiação à legenda e respondeu que o ‘s’ da sigla “é só uma letrinha”.  

Embora tenha ocorrido há cinco anos, o episódio ajuda a ilustrar por que partidos com origens tão diferentes quanto o PSB e o DEM podem se juntar a partir do ano que vem.

O PSB surgiu do movimento Esquerda Democrática, ainda na década de 40, e reunia operários e intelectuais socialistas. Foi extinto durante a ditadura militar e retornou com o mesmo nome após a democratização. Seu principal expoente foi o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, perseguido e exilado durante a ditadura militar.

Já o DEM foi criado em 2007 para dar uma “repaginada” no antigo Partido da Frente Liberal (PFL) que tinha como principal liderança o ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães. Com ideário liberal quanto à economia e conservador quanto aos costumes, o PFL foi herdeiro do Partido Democrático Social (PDS), que abrigou parte da direita após o fim do bipartidarismo imposto pelo regime.

Estatuto

Antigo. O estatuto do PSB chamou a atenção durante a campanha. Com vocabulário típico da esquerda, o texto foi escrito em 1947 e tem como uma das propostas a “socialização dos meios de produção”.

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