Black Friday é aposta no Brasil

Para evitar maquiagem nos descontos, foram criados o programa Black Friday Legal e um Código de Ética

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Se os sites chineses já não conseguem atender os pedidos para o Natal, o varejo online brasileiro se prepara para dar o pontapé inicial nas compras de fim de ano no próximo dia 28, quando será realizada a Black Friday, evento tradicional nos Estados Unidos e que foi importado para o Brasil a partir de 2010.  

Mesmo sob a desconfiança do consumidor – que apelidou o evento de “Black Fraude” em razão dos falsos descontos oferecidos –, o faturamento só cresce. Na primeira edição, foram R$ 21 milhões. No ano passado, R$ 424 milhões.

“Na semana do Dia das Mães vendemos R$ 1 bilhão. A Black Friday, só em um dia, vendeu 42% desse valor”, diz Jack London, pioneiro da internet no Brasil e um dos fundadores da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Na semana passada, ele participou de um evento promovido pela entidade para discutir a Black Friday brasileira.

Para evitar maquiagem nos descontos, foram criados o programa Black Friday Legal e um Código de Ética. Até a semana passada, 112 lojas já tinham se comprometido a não divulgar descontos enganosos. A expectativa é chegar a 150 lojas até o dia da promoção, o que representaria alta de 20% em relação ao ano passado. 

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