Não dá mais tempo de fazer compras na China para o Natal

Sites pedem até três meses para entregar os produtos, que são mais baratos do que no Brasil

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Alerta. Acostumado a comprar em sites chineses, Juliano Rodrigues avisa que não dá para ter pressa
JOAO GODINHO / O TEMPO
Alerta. Acostumado a comprar em sites chineses, Juliano Rodrigues avisa que não dá para ter pressa

Ainda falta um mês e meio para o Natal, mas o consumidor que pretende aproveitar os preços baixos da China para presentear a família e os amigos e ainda não fez a encomenda, não tem mais tempo. Isso porque o prazo de entrega pedido pelos vendedores do país asiático pode chegar a 90 dias. Na prática, porém, pode ser ainda maior, caso a mercadoria seja encaminhada para vistoria da Receita Federal em Curitiba (PR). “Fiz uma compra antes da Copa do Mundo e só recebi na semana passada”, conta o bancário Juliano Diego Santos Rodrigues.

Ele é comprador habitual dos sites chineses e, para evitar que Papai Noel prometa e não tenha presentes para entregar em dezembro, já fez todos os pedidos de Natal. “Não pode comprar com urgência lá. Ainda mais no fim do ano, quando os pedidos aumentam e a entrega demora ainda mais”, conta. Esse mesmo problema, de prazos de entrega maiores, aconteceu no meio do ano. Com os “feriados” em dias de jogos da Copa do Mundo, os compradores tiveram que esperar bem mais pelos produtos. Alguns sites chegaram a colocar avisos nos sites, informando que a entrega se normalizaria depois do torneio. Rodrigues comprou roupas, tênis e eletrônicos que ainda estão a caminho do Brasil. Ele diz que prefere comprar do outro lado do mundo para economizar “É o mesmo produto, mas o preço é bem melhor”, diz. E ele não está sozinho. No terceiro trimestre deste ano, o AliExpress, gigante do comércio chinês, foi o site que mais vendeu na internet brasileira. O varejista, que agrega milhares de pequenos vendedores, recebeu 11 milhões de pedidos apenas entre julho e setembro, segundo o Ibope E-Commerce. Em segundo lugar, a B2W, dona dos sites Americanas.com e Submarino, concluiu 7,2 milhões de pedidos. O valor médio de cada compra no site chinês é de R$ 33. Em sites brasileiros, o valor gasto é dez vezes maior, R$ 333,40 por compra, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). No último ano, a audiência do AliExpress entre os brasileiros mais do que dobrou, puxada pela propaganda boca a boca. O volume de pedidos acompanhou. Segundo os Correios, desde 2009 o volume de encomendas que chegam ao Brasil vindos do grupo AliBaba, dono do AliExpress, aumenta 100% ao ano. A E-bit, que acompanha o comércio na web, estima que um terço dos consumidores online do Brasil já comprou em sites estrangeiros, principalmente os chineses.

Reputação Vendedores. O AliExpress informa a “reputação” de cada um de seus vendedores, ou seja, como os consumidores avaliam os produtos e serviços (prazo de entrega, comunicação etc). 

Segurança é fundamental Não basta ter preço bom, é preciso ter segurança. O diretor de Tecnologia da Certisign, Mauricio Balassiano, explica que, antes de concluir a compra, o consumidor deve procurar sinais de que o site é seguro, como o cadeado no navegador, a letra S depois de “http” e o selo de segurança. “Felizmente, as pessoas, aos poucos, estão aprendendo a reconhecer os sinais de um site protegido pelo Certificado SSL. É imprescindível que o internauta clique no cadeado e no Selo de Segurança para verificar se, de fato, há um Certificado SSL válido e emitido por uma autoridade certificadora séria e ética”, diz. Pesquisar a reputação do site e ler atentamente as regras de privacidade e entrega também são atitudes recomendadas.

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