Tribunal absolve PMs que mataram 12 na Operação Castelinho em SP

Juiz afirmou que as provas não demonstram indícios suficientes para que os policiais sejam julgados pelo Tribunal do Júri

iG Minas Gerais | Da Redação |

O Tribunal de Justiça absolveu os policiais militares que participaram da Operação Castelinho, que terminou com 12 supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) mortos a tiros na rodovia Senador José Ermírio de Moraes, a Castelinho.

A operação ocorreu no dia 5 de março quando um ônibus que transportava os supostos criminosos foi interceptado na região de Sorocaba (100 km da capital) pela Polícia Militar. A operação teria sido motivada por grampos, que revelariam a intenção do grupo em roubar um avião pagador que transportava R$ 28 milhões. A defesa, porém, alega que a ação foi um "fato montado" e que não havia avião pagador.

Em sua decisão, o juiz Hélio Villaça Furukawa, da 2ª Vara Criminal de Itu (a 101 km de SP) entendeu que a ação é improcedente e absolveu os policiais. O julgamento ocorreu na terça-feira (4), mas só foi divulgado na sexta (7). Ele afirmou que as provas não demonstram indícios suficientes para que os policiais sejam julgados pelo Tribunal do Júri.

"Impõe-se a absolvição sumária dos réus em razão da legítima defesa e do estrito cumprimento do dever legal. A enérgica reação foi necessária em razão da quantidade de criminosos envolvidos e do grande armamento transportado. A conduta dos policiais foi de acordo com o que se espera de profissionais diligentes e zelosos", escrevei Furukawa na decisão dele. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Entre os réus estão o coronel José Roberto Martins Marques, que comandava a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na ação, o major Augusto Fernando da Silva, subcomandante da Rota na época, o tenente-coronel reformado Roberto Mantovan, ex-coordenador do Gradi (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos da Intolerância) da PM e o tenente-coronel Romeu Takami Mizutani, que comandava o policiamento rodoviário da região. Os outros policiais processados pertenciam na época ao Gradi e à Rota. 

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