Problema de identificação de jazigo gera transtorno em cemitério de MG

Administração teria sugerido a uma família que sepultasse o parente no túmulo de outra pessoa e depois retirasse o corpo para ser enterrado na cova certa; reportagem de O TEMPO tentou contato com responsáveis, mas não conseguiu

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Problema de identificação de jazigo gera transtorno em cemitério de MG
Poliana Ferreira / Webrepórter
Problema de identificação de jazigo gera transtorno em cemitério de MG

Um problema de identificação de jazigos provoca demora e confusão em sepultamentos realizados no Cemitério do Carmo, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. A servidora pública Poliana Ferreira dos Santos, de 32 anos, denunciou ao portal O TEMPO que está esperando desde a noite de sábado (8) para enterrar a tia.

"Fomos informados que uma empresa terceirizada veio ao cemitério, gramou o local e retirou todas as placas com os nomes das famílias. Estas foram jogadas no chão e não foram recolocadas em cada jazigo. Assim, a identificação ficou impossível", contou Poliana.

Ainda segundo a servidora, o cemitério teria sugerido que ela enterrasse a tia na cova de outra pessoa e, depois de cinco anos, o corpo seria retirado e encaminhado para o túmulo da família. "Imagina, compramos o jazigo! Temos todos os comprovantes. Aí, agora, vou sepultar minha tia e tenho que enterrá-la na cova de outra família?", questiona.

Luzinete Ferreira dos santos, de 51 anos, faleceu neste sábado. Após sofrer um infarto e, em seguida, morte cerebral .

A reportagem de O TEMPO tentou contato com o cemitério, por meio do telefone celular repassado por um dos funcionários, no entanto o número não correspondia à administração do local. Os telefones fixos do cemitério não atenderam.

Problema antigo

Em abril de 2013, uma reportagem de O TEMPO já denunciava a prática. Na época, uma mulher de 55 anos foi enterrada em um túmulo errado, e depois seu corpo foi transferido para outros dois túmulos que não pertenciam à família.

Na época, o irmãos da vítima, que não quiseram se identificar, disseram que ela morreu por causa de problemas cardíacos. “No dia do enterro, levaram a gente até o túmulo e ainda deixaram uma flor em cima para identificar. Só que aquele não era o jazigo da minha família”, contaram.

No dia do enterro, a diretora do cemitério chegou a oferecer que fosse feita a exumação do corpo do pai deles, falecido em 1998, para a liberação de mais espaço. “A sorte é que a minha mãe não quis fazer, por que eles poderiam ter exumado o corpo de outra pessoa e, hoje, estariam tendo um problema ainda maior”, protestaram.

Atualizada às 11h37

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