Embaixadas ociosas têm gasto milionário

O turismo de brasileiros nessas localidades poderia justificar a existência das embaixadas, mas nem esse aspecto é relevante

iG Minas Gerais | Da Redação |

Série de matérias de O TEMPO, em julho de 2013, mostrou que o governo federal mantinha à época embaixadas praticamente ociosas em cinco ilhas caribenhas: Granada, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Trinidad e Tobago e Barbados. Por ano, essas embaixadas consomem dos cofres públicos da União, em média, US$ 430 mil – aproximadamente R$ 860 mil –, sem contar a remuneração dos embaixadores e outros diplomatas.  

O comércio das ilhotas com o Brasil é quase nulo. Juntas, elas não conseguem alcançar 1% do total das exportações brasileiras. Além disso, apenas 160 brasileiros viviam, em 2013, nas cinco ilhas que abrigam os prédios, sendo que nenhum vivia na ilha Granada.

O turismo de brasileiros nessas localidades poderia justificar a existência das embaixadas, mas nem esse aspecto é relevante. Não existe um fluxo regular de brasileiros, nem sequer rotas aéreas entre o Brasil e as ilhas. A ilha de Barbados, a mais procurada, não chega a receber mais que 500 brasileiros por ano. 

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