Esquema era luxo e ostentação

Na casa da doleira Nelma Kodama, ex-namorada de Youssef e condenada a 18 anos de prisão, foi apreendida uma coleção de 16 obras de arte

iG Minas Gerais |

São Paulo. Coleções dos mais caros relógios (Rolex, Cartier, Baume & Mercier, Hublot), caixas de joias (brincos, colares, anéis, pingentes e pedras preciosas), obras de arte avaliadas em US$ 3 milhões, como um original de Di Cavalcanti, uma lancha de R$ 2 milhões, um helicóptero, um jato, Porsches, imóveis em Miami (EUA) e muito dinheiro em espécie, dólares, euros e reais, guardados em casa.  

“Uma vida de muita ostentação”. É o que revelam os autos de apreensão da operação Lava Jato, que desmontou um esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e caixa 2, supostamente envolvendo PT, PMDB e PP, na Petrobras, entre 2004 e 2014. O esquema abasteceu também a oposição, PSDB, e o PSB.

Parte desses itens de luxo apreendidos pela Polícia Federal, todos catalogados e em poder da Justiça, está na mira das autoridades para ser usada para ressarcir os cofres públicos do rombo causado pelo esquema.

O doleiro Alberto Youssef, um dos alvos centrais da operação, tinha em seu apartamento em São Paulo uma coleção de 25 relógios (11 Rolex), canetas e joias que estão em poder da Justiça. Há ainda uma coleção de mais de dez canetas Montblanc e Cartier e muitas joias e pedras preciosas.

Na casa da doleira Nelma Kodama, ex-namorada de Youssef e condenada a 18 anos de prisão, foi apreendida uma coleção de 16 obras de arte. Ela também teve apreendido um Porsche Cayman 2011, comprado em 2013 por R$ 225 mil. Quando foi presa, em março, Nelma tentava embarcar para a Itália com 200 mil na calcinha.

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