Minas Gerais poderá se tornar o principal mercado da Azul

Azul Linhas Aéreas Brasileiras aguarda aprovação da Anac para operar mais cinco voos de BH

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Visionário. Há mais de 15 anos na aviação,  fundador da Trip e sócio da Azul, José Mario Caprioli está muito feliz com o mercado mineiro
Uarlen Valério
Visionário. Há mais de 15 anos na aviação, fundador da Trip e sócio da Azul, José Mario Caprioli está muito feliz com o mercado mineiro

Minas Gerais é um dos mais importantes Estados para as operações da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, sendo o segundo mercado do país para a companhia – o primeiro ainda é São Paulo. Mas Minas pode assumir a liderança, de acordo com o presidente executivo da holding da Azul, José Mario Caprioli, que esteve em Belo Horizonte para participar do Fórum de Infraestrutura e Logística do Lide – Grupo de Líderes Empresariais. “Acredito que (Minas) tem um potencial de crescimento enorme e é o mercado que acaba determinando. Todos os voos da Azul têm uma resposta muito forte do mercado mineiro”, explica Caprioli.

A presença da Azul em Minas envolve dez aeroportos regionais – além dos aeroportos da Pampulha e Confins – e em torno de 80 voos por dia. Sobre o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), na região metropolitana de Belo Horizonte, Caprioli diz que ele tem muito potencial de expansão. “Conseguiram fazer com que o sítio aeroportuário de Confins fosse todo preservado para o desenvolvimento. Em Guarulhos (SP), não há mais capacidade de expansão, ele está cercado pela cidade, e em Brasília isso também ocorre”, compara. Para Caprioli, o aeroporto de Confins reúne as condições do sítio, planejamento do entorno e planejamento urbano para que seja realmente uma alavanca de desenvolvimento do Estado. “Provavelmente, hoje (Confins) ainda é uma fotografia de um aeroporto não tão moderno, mas eu acredito que o grupo econômico que ganhou a concessão mais as intervenções que o governo do Estado fez vão permitir que o aeroporto seja supercompetitivo”, avalia. Novidade. Caprioli conta que está aguardando apenas a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para iniciar uma nova opção de voo para os mineiros. “São cinco voos de Belo Horizonte para Congonhas (SP). É que houve a nossa entrada no aeroporto de Congonhas, e o primeiro mercado que a gente pediu foi o de Belo Horizonte”, informa o executivo. Quanto ao preço dessa nova rota, Caprioli diz apenas que vai entrar com tarifas promocionais, para ser mais competitivo nesse mercado. Voo internacional da Azul partindo de Confins – como vai acontecer a partir de dezembro, saindo de Viracopos para Orlando e Fort Lauderdale (EUA) – é um desejo da companhia aérea para os próximos anos. “(Minas) é um mercado que suporta voos para os EUA e outros destinos”, conclui.

Tamanho Perfil. A Azul é a terceira maior companhia aérea do país. Tem uma frota de 145 aeronaves, mais de 10 mil funcionários, 864 voos diários, 103 destinos servidos e 32% das decolagens do país. 

Rumo ao IPO Faturamento: a Azul Linhas Aéreas Brasileiras não divulga porque está em processo de abertura de capital na Bolsa com o IPO (oferta inicial de ações). Bolsa: Para abrir capital, a Azul ainda aguarda as condições do mercado melhorarem e definição da nova política econômica. Governança: O presidente José Mario Caprioli disse que a empresa está pronta e com todos os números.

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