Arrojo vai além do visual, e Veloster ganha motor turbo

Cupê de três portas da Hyundai voltará ao Brasil com propulsor 1.6 sobrealimentado que entrega mais de 200 cv

iG Minas Gerais | José Macário e Márcio Maio |

Hyundai Veloster Turbo
HYUNDAI/DIVULGAÇÃO
Hyundai Veloster Turbo

O Hyundai Veloster é um autêntico carro de imagem. Em todos os sentidos. O modelo causou surpresa com sua carroceria de três portas e visual esportivo. Porém essa agressividade não ultrapassava a casca. Sob o capô, havia apenas o mesmo motor 1.6 que equipa as versões de topo do brasileiro HB20, com 128 cv. Essa potência impressiona no hatch, mas deixava demais a desejar no cupê. Agora a marca confirmou a retomada das importações do Veloster – interrompidas no início do ano – no segundo semestre de 2015. Dessa vez, virá a configuração Turbo vendida nos Estados Unidos, capaz de atingir 204 cv.

Na Europa, o modelo contempla versões menos “apimentadas”. Caso da T-GDi Style com o mesmo motor 1.6, mas que rende apenas 186 cv a 5.500 rpm e 27 kgfm aos 1.500 giros. Com esta regulagem, o Veloster é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 8,6 s. E atingir uma velocidade máxima de 214 km/h. A diferença nos dados técnicos das configurações europeia e norte-americana se dá em função de uma característica do consumidor do Velho Continente. Isso porque lá eles preferem saídas mais rápidas, o que fez com que a fabricante coreana ajustasse o propulsor para entregar o torque – sempre de 27 kgfm, em ambos os continentes – mais rapidamente. No modelo vendido nos Estados Unidos, ele aparece em 1.750 rpm, ou seja, com 250 rotações a mais.

Visual

Além das mudanças no desempenho, o Veloster Turbo também ganha um ligeiro “tapa” no visual. O cupê segue exalando esportividade, mas com linhas ainda mais agressivas do que na variante normal. A grade dianteira está maior e adota um formato hexagonal, o que o obrigou à reestilização do para-choque, que agora acomoda faróis de neblina redondos. Por baixo ainda existe um spoiler, que garante maior suporte aerodinâmico.

De perfil, destacam-se as saias laterais mais esculpidas e as rodas de liga leve de cinco raios e aro de 18 polegadas. Já a traseira leva um defletor na parte de cima e também para-choque redesenhado. O escapamento duplo avantajado completa a imagem de esportividade. Por dentro, as alterações são menos perceptíveis. Os pedais são em metal, e uma tela touchscreen de sete polegadas facilita a operação do sistema de navegação. De resto, tudo no habitáculo permanece como antes.

Impressões

De cara, no renovado Hyundai Veloster, chama a atenção a boa habitabilidade, especialmente para quem senta na posição de condução. Atrás, há pouco espaço para a cabeça dos dois ocupantes permitidos, principalmente se eles forem mais altos que 1,80 m. Mas pior que isso é a usabilidade do porta-malas – de 320 l de capacidade – para cargas mais pesadas, já que a tampa foi projetada de forma elevada, o que obriga a um esforço extra para carregar a bagagem. A regulagem do banco é elétrica, e a coluna de direção tem ajustes de altura e profundidade. A interatividade é muito boa, visto que todos os comandos são facilmente alcançados.

Em movimento, o motor do Veloster Turbo não se intimida ao pedido transmitido pelo pé direito. O bom torque de 27 kgfm já disponível aos 1.500 giros deixa o carro sempre pronto para saídas de sinal, ultrapassagens e retomadas de velocidade. A transmissão manual de seis velocidades tem funcionamento preciso, e o cupê se mantém colado à estrada e sempre alinhado à vontade do condutor. Os controles de tração e estabilidade servem como rédea para segurar algum ímpeto extra induzido pelo saboroso roncar do 1.6 turbinado.

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