Mulher de muita fibra

Aline Borges se orgulha de interpretar Laíza, sua personagem na novela “Vitória”, da Record

iG Minas Gerais | raquel rodrigues |

Trilha. Aline Borges conta com orgulho de sua caminhada para conseguir bons papéis na televisão
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Trilha. Aline Borges conta com orgulho de sua caminhada para conseguir bons papéis na televisão

Aline Borges está satisfeita com a carreira que construiu. Desde os 11 anos, quando pisou em um palco pela primeira vez, ela definiu que era esse o caminho que gostaria de trilhar. Abriu espaço para atuar no teatro com esforço e, aos poucos, foi conquistando bons papéis. No ar em “Vitória”, Aline destaca Laíza como uma das personagens que mais gostou de fazer durante os 20 anos de carreira. No entanto, o único papel que rouba o posto de preferido do atual trabalho é a Lacraia, da série “A Lei e O Crime”. Foi após viver a traficante no seriado que ela ganhou seu primeiro contrato longo com uma emissora. Apesar de Lacraia ser apontada pela atriz como um divisor de águas na carreira, Aline considera Laíza um papel riquíssimo. “Minha personagem é uma mulher forte, que veio de uma origem humilde e teve de se prostituir para se manter, mas deu a volta por cima”, enumera. Na trama, a personagem é sócia do Laíza’s Bar e lá faz performances da cantora Liza Minelli.  

Na cena da inauguração do Laíza’s Bar, a personagem sofreu com uma ação preconceituosa do núcleo neonazista do folhetim. Após a apresentação, uma jaula caiu sobre Laíza. Bananas foram jogadas no palco e insultos racistas ditos à personagem. Para Aline, a cena foi muito forte e a deixou emocionada tanto fazendo quanto assistindo. Na primeira vez em que leu o que iria acontecer, a atriz pensou que esse tipo de situação já estava desgastada e por isso ficou receosa antes de gravar. Entretanto, ao ver a repercussão nas redes sociais, percebeu que o tema preconceito é bem atual. “Foi uma cena muito difícil. É muito doloroso dar de cara com isso. Por mais que eu soubesse que era uma cena, é algo que poderia acontecer na realidade. As pessoas passam por esse tipo de constrangimento”, indigna-se.

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