Sorte de principiante

Produções voltadas para os jovens garantem visibilidade e importância ao lançar novos talentos

iG Minas Gerais | geraldo bessa |

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Em um veículo que vende beleza e juventude como a televisão, lançar novos rostos e nomes deve ser uma constante. Apoiadas pelas emissoras, geralmente, são as produções voltadas ao público jovem que pegam para si a função de incubadora de novos talentos. Na Globo, por exemplo, ao longo do tempo e dos serviços prestados, “Malhação” se solidificou como a principal porta de entrada de aspirantes a estrelas da emissora. Na Record, produções canceladas como “Alta Estação” e o remake de “Rebelde” até hoje reverberam não só em sua programação, mas também em outros canais. Já o SBT se orgulha de ter lançado muitos nomes com a primeira versão de “Chiquititas”, de 1997. E de ver a história se repetindo. Com o núcleo de teledramaturgia reativado recentemente a partir do remake de “Carrossel”, a emissora passou a ter novíssimas opções para suas produções. “O processo de seleção de jovens atores é complicado. Muita gente quer estrear apenas se apoiando na beleza e se esquecendo que o mais importante é o talento. O trabalho é gigante, mas importante na tentativa de renovar a cara das produções”, conta José Alvarenga Jr., atual diretor de núcleo de “Malhação”.

Desde 1995 no ar, a lista de feitos de “Malhação” para a oxigenação do elenco da Globo é imensa. Basta olhar a escalação dos protagonistas de tramas recentes para entender a importância da novelinha para a formação de novas mocinhas, mocinhos e vilões. Protagonista da temporada de 2009, Bianca Bin saiu de “Malhação”, conseguiu papéis importantes em “Passione” e “Guerra dos Sexos” e ainda protagonizou “Cordel Encantado”. Atualmente, ela é a antagonista de “Boogie Oogie”. Uma trajetória semelhante acontece com Nathalia Dill, atual mocinha de “Alto Astral”. A atriz se destacou como a vilã Débora da temporada de 2007 de “Malhação”. Em pouco tempo, chamou a atenção dos mais diversos núcleos dentro da Globo. Tanto que, sempre ao fim de algum projeto, ela já tem diversos convites para trabalhos futuros. “Me sinto lisonjeada. E sei que tudo isso só aconteceu por conta do meu desempenho como a Débora. ‘Malhação’ é de fundamental importância na vida dos atores da minha geração”, valoriza a atriz, um caso de sucesso dentro de um time que ainda inclui nomes como Fernanda Vasconcellos, Marjorie Estiano, Mariana Rios, Sophie Charlotte, Cauã Reymond e Caio Castro, entre outros.

Com apenas duas temporadas e uma legião de fãs, a versão brasileira do sucesso mexicano “Rebelde”, da Record, acabou por conta da baixa audiência. Ao fim do projeto, a Record bem que tentou garantir a permanência dos seis protagonistas em seu casting. Mas, pouco a pouco, eles foram buscando novas possibilidades. Atualmente, Arthur Aguiar é protagonista de “Malhação”. E depois de “Amor à Vida”, Sophia Abrahão tem papel de destaque em “Alto Astral”. O caso de maior êxito é Chay Suede. Descoberto como cantor no reality show “Ídolos”, em 2010, ele foi escalado para “Rebelde” e virou apresentador da MTV. Nada comparado à exposição do ator ao participar da primeira fase da atual novela das nove, “Império”. “Nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar que tudo isso iria acontecer de forma tão rápida. Foram poucos capítulos, mas muito representativos. É aí que a gente entende o poder de visibilidade da novela das nove”, ressalta o ator, que, por conta de sua atuação como o jovem José Alfredo, já garantiu um papel em “Babilônia”, próxima trama da faixa.

De olho nesses nomes promissores, as emissoras começam defender seus contratados e cobiçar o elenco alheio. Com “Malhação” e “Saramandaia” no currículo, Thaís Melchior hoje é a protagonista de “Vitória”, folhetim da Record, por exemplo.

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