Mulher que teria sido atingida por ácido ao negar sexo inventou crime

Na última terça (4), jovem disse à polícia que um ex-ficante tentou estuprá-la; em depoimento, suspeita disse que mentiu para fazer ciúmes no namorado

iG Minas Gerais |

A jovem de 21 anos que afirmou ter sido vítima de uma tentativa de estupro de um ex-ficante que, para se vingar, jogou ácido em seu corpo vai responder por comunicação falsa de crime. O delegado que ouviu a mulher afirmou à reportagem de O TEMPO, neste sábado (8), que ela inventou a história para fazer ciúmes no namorado.

De acordo com o delegado Francis Diniz Guerra, a suspeita entrou em contradições durante o depoimento, realizado na última quinta-feira (6).

“Durante o interrogatório, a versão apresentada por ela estava estranha. A jovem chegou a levar o 'print' das conversas que trocou com o suposto estuprador pelo Facebook. Porém, descobrimos que ela criou um perfil falso na rede social se passando por homem”, explicou Guerra.

A conta no Facebok, em que o usuário se apresentava como modelo, foi criada há cerca de um mês. Dela, a mulher mandava mensagens para o seu namorado e seus familiares se passando pelo estuprador.

“Nas mensagens, 'o modelo' escrevia para o namorado da jovem que era para ele cuidar muito bem dela, e que ele estava apaixonado por ele. Na segunda-feira (3), o homem que estava com a jovem tentou terminar o relacionamento e, com isso, ela criou a tentativa de estupro.

Farsa

Para conseguir concretizar o plano, a jovem esquentou uma colher, colocou no tórax e na perna. Em seguida, ela rasgou as próprias roupas e começou a gritar. “Ela disse que dois homens altas e fortes tinha invadido a casa, e um deles a agarrado e jogado em uma cama. Porém, a mulher não apresentava nenhuma lesão no corpo”, contou o delegado.

Outra história que chamou a atenção dos policiais foi o fato do “suspeito” ter apenas a jovem como amiga no Facebook. Após denunciar o crime, ela apagou a conta. A suspeita prestou depoimento, foi liberada, mas, se for condenada, pode pegar de um a seis meses de prisão.

“A menina apresenta um problema emocional muito grande e precisa de acompanhamento psicológico”, disse Guerra.

O delegado também destacou que, mentiras como essa, atrapalham os trapalhos das polícias Civil e Militar. “No dia do suposto crime, tivemos que parar o serviço na Delegacia de Homicídios para pegar esse caso, que deu grande repercussão na cidade. Isso não pode acontecer e, que fizer a comunicação falsa de crime pode ir parar na cadeia”, finalizou o delegado.

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