Rei da cachaça sai da prisão após Justiça aceitar habeas corpus

Advogado de defesa pediu a revogação da prisão nessa sexta; empresário estava preso desde o dia 12 de agosto sob suspeita de abusar sexualmente de dois menores e tentar matar um homem

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Empresário foi preso em agosto deste ano
Cachaça Seleta / Divulgação
Empresário foi preso em agosto deste ano

O empresário Antônio Eustáquio Rodrigues, de 64 anos, conhecido como "Rei da Cachaça", ganhou a liberdade após a Justiça de Salinas, no Sul de Minas, aceitar o pedido de habeas corpus. A informação foi confirmada pelo advogado do suspeito na manhã deste sábado (8).

De acordo com o defensor Maurício Campos a decisão favorável do juiz foi na tarde dessa sexta-feira (7).

“As instruções criminais foram encerradas, todas as provas recolhidas e as testemunhas ouvidas. Nem o meu cliente, nem qualquer pessoa ligada a ele tentou alguma intervenção no processo. Pedimos a revogação da prisão, e o juiz aceitou”, explicou.

Ainda conforme o advogado, Rodrigues já saiu do Presídio de Teófilo Otoni, onde cumpria prisão preventiva.

“Ele vai descansar alguns dias depois disso tudo. Ainda não sabemos se ele vai ficar em Salinas ou ir para outro lugar”, finalizou Campos.

Relembre o caso

Rodrigues é dono das marcas de cachaça Seleta, Saliboa e Boazinha, e foi preso no dia 12 de agosto, na sede da sua empresa em Salinas, sob suspeita de abusar de um menino de 14 anos e de uma menina de 15, e de tentar matar um homem de 18.

Após a prisão de Rodrigues, um adolescente de 13 anos procurou a delegacia de Salinas, no Norte de Minas, para fazer uma nova denúncia de abuso sexual contra o “rei da cachaça”. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

O empresário foi detido e encaminhado para o presídio de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha. Em 20 de agosto, ele foi transferido para o Presídio de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, onde cumpre prisão preventiva. No dia 22 de agosto, o pedido de prisão domiciliar promovido pela defesa do empresário foi negado pela Justiça.  

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