Finais terão torcidas visitantes

Na primeira ‘farpa’ do clássico, Gilvan chama Kalil de ‘irresponsável’ por quebrar acordo

iG Minas Gerais | Bruno Trindade/ Jhonny Cazetta |

Decisões. 
Reunião entre clubes, PM e Federação Mineira de Futebol definiu as estratégias de segurança para o primeiro jogo da final
DENILTON DIAS / O TEMPO
Decisões. Reunião entre clubes, PM e Federação Mineira de Futebol definiu as estratégias de segurança para o primeiro jogo da final

A final da Copa do Brasil entre Atlético e Cruzeiro nem mesmo começou e já está cercada de polêmica. Em uma reviravolta, os clubes decidiram ontem, em reunião na Federação Mineira de Futebol (FMF), que os dois jogos da final da Copa do Brasil serão disputados com 10% dos ingressos para a torcida visitante. O presidente da raposa, Gilvan de Pinho Tavares, que é contra a medida, não poupou críticas ao mandatário alvinegro, Alexandre Kalil, a quem chamou de “irresponsável” e afirmou que foi “obrigado” a pedir a carga dos ingressos para não prejudicar os cruzeirenses. Kalil foi quem teria mudado o acordo de torcida única.  

“Ontem (anteontem), em entrevista, ele repetiu isso. E hoje (ontem), nós tivemos a surpresa que ele não iria honrar a palavra. Acredito que o presidente do Atlético ficará muito mal no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), porque a pior coisa do mundo é ser desacreditado. E ele vai ser desacreditado lá”, afirmou Gilvan.

Ainda de acordo com o presidente celeste, para evitar novos atos de vandalismo e brigas, e uma consequentemente punição do STJD, um pedido de segurança especial foi feito à Polícia Militar (PM). Tanto no Horto quanto no Gigante da Pampulha. “Vou pedir a eles uma separação muito grande entre as duas torcidas, para que não haja a menor possibilidade de incidente. Queremos evitar que os torcedores, que não tem nada a ver com essa falta de responsabilidade de dirigentes, sofram”, afirmou.

Kalil foi procurado para comentar o assunto, mas não foi encontrado até o fechamento desta edição. Presente na reunião, Adriana Branco, diretora-executiva do Galo, afirmou que apenas “cumpriu ordens” do presidente atleticano. “Ele (Kalil) tomou essa decisão. Fizemos essa reunião e agora esperamos que tudo ocorra da melhor forma e sem incidentes. Além do apoio da PM, reforçaremos também nossa segurança particular dentro do estádio”, disse.

Ingressos. Outra polêmica na reunião foi a respeito do número de torcedores do Cruzeiro para o primeiro jogo da final, que será disputado no Independência, na próxima quarta-feira, dia 12. O cruzeiro reivindicou 2.302 ingressos, enquanto o Atlético queria disponibilizar apenas 2.000, uma vez que a capacidade do estádio teria sido reduzida depois obras de adequação na arena. A decisão sobre o assunto ficou para ser anunciada na próxima segunda-feira.

“Na segunda-feira mesmo compraremos a carga e informaremos onde os torcedores do Cruzeiro poderão adquirir os bilhetes. Não programamos isso antes, pois nossa intenção sempre foi de torcida única nos dois jogos”, afirmou o supervisor de futebol da equipe celeste, Benecy Queiroz.

Já os ingressos para a torcida atleticana irão começar a ser vendidos presencialmente, na sede de Lourdes e no Independência, a partir das 10h de segunda-feira, dia 10.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave