Alckmin é ‘lançado’ candidato

Com agenda semelhante à de campanha, governador recebe apoio público para disputar a Presidência

iG Minas Gerais |

Agenda. Desde a eleição, Alckmin tem reservado dois dias na semana para inaugurar ou prometer obras
governo de são paulo/divulgação - 6.11.2014
Agenda. Desde a eleição, Alckmin tem reservado dois dias na semana para inaugurar ou prometer obras

Brasília. Se quiser ser o candidato tucano à Presidência novamente em 2018, o senador Aécio Neves (PSDB) terá que repetir a saga para convencer a ala paulista do partido de que seu nome é a melhor opção. O governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixa cada vez mais evidente que vai disputar com o mineiro a indicação para concorrer em 2018. Como se ainda estivesse em campanha, Alckmin tem reservado dois dias por semana na agenda, geralmente às quintas e sextas-feiras, para percorrer o interior do Estado entregando e prometendo obras.

Ao mesmo tempo, está organizando, junto com o diretório estadual do partido, um ato para que Aécio agradeça os votos recebidos no Estado.

Durante a entrega de 178 apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) a famílias de baixa renda, nesta sexta, em Boituva, região de Sorocaba, Alckmin ignorou o cordão de isolamento estendido pelo protocolo, passou no meio dos moradores, beijou crianças e posou para muitos selfies, repetindo o que fizera no dia anterior na Baixada Santista.

Nos discursos, Alckmin foi tratado como “candidato à Presidência”. “O senhor vai ajudar muito não só São Paulo, mas o Brasil”, disse o deputado estadual Edson Giriboni (PV), ex-secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado. “Vejo a favor de Geraldo o fato de ele ter sido reeleito no primeiro turno e garantido a vitória do candidato do PSDB aqui, o que não aconteceu com Aécio em Minas Gerais. Aliás, a derrota dele em Minas foi fator determinante para a eleição da presidente Dilma”, completou.

O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), líder do PPS na Câmara dos Deputados, não ficou para trás. Aproveitando que o governador completava 62 anos, destacou as qualidades éticas de Alckmin e o “lançou” ao Planalto. “O governador Geraldo Alckmin vai dirigir o Brasil para que não seja o país dos escândalos, mas o dos valores que ele cultiva em São Paulo”. Já o prefeito de Boituva, Edson Marcuzzo (PSDB), além de dizer que Alckmin será o próximo presidente da República, lembrou que, “enquanto o país vive a era dos escândalos da Petrobras e do mensalão, este homem aqui, após quatro governos em São Paulo, é ficha- limpa”.

Aécio. Preocupado com o impacto que sua derrota neste ano possa ter na resistência da ala paulista a seu nome, Aécio também não quer perder tempo. Presidente nacional do PSDB, o senador vai começar por São Paulo uma série de viagens aos Estados para agradecer os 51 milhões de votos recebidos na disputa presidencial.

O ato, marcado para a próxima sexta-feira, às 11h, está sendo organizado pela própria cúpula tucana paulista: além de Alckmin, o ex-coordenador da campanha em São Paulo, Alberto Goldman. Estão sendo convidados prefeitos, parlamentares, integrantes do diretório nacional e representantes dos partidos aliados, além do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Cunha rejeita rótulo de oposicionista Brasília. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou nesta sexta que não disputará a presidência da Casa como oposição. Embora tenha comandado votações que representaram derrotas para o governo, ele disse que, se eleito, adotará uma atitude “correta” e “respeitosa” com o Executivo, mas sem “submissão”. A declaração foi uma resposta ao líder do PT, Vicentinho (SP), que nessa quinta afirmou que seu partido irá apresentar um candidato e, indiretamente, acusou Cunha de agir como oposição.

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