Fabricantes estão indignados

Ela e outros comerciantes de maconha disseram que o medo cercando as formas comestíveis havia extrapolado a realidade

iG Minas Gerais |

Denver, EUA. Julie Dooley e um parceiro comercial começaram a fabricar doces com maconha anos antes dos eleitores no Estado de Colorado e de Washington se tornarem os primeiros a legalizarem a maconha de uso recreativo para usuários adultos. Ela ajudava a aliviar problemas de saúde, e servia para as mulheres com problemas de ansiedade.  

Esses usuários queriam consumir discretamente perto dos filhos, assim cozinhar com manteiga rica em cannabis parecia uma alternativa ideal. Hoje, a empresa de Dooley, a Julie's Baked Goods, vende granola, barras de granola, sementes de girassol e chocolates impregnados de cannabis para mais de 30 farmácias em todo o Estado.

Dooley disse estar perplexa com a proposta de proibição da sua granola, e acrescentou que o produto parecia legal de acordo com a Emenda 64, a medida aprovada em votação que consagrou a legalização da maconha na constituição do Colorado. Mas, segundo ela, isso também mostrou que os reguladores não entendiam o setor.

“Eles claramente não consideraram por que criamos a forma comestível para começar”, afirmou. “Acreditamos sinceramente que a maconha seja um remédio”.

Ela e outros comerciantes de maconha disseram que o medo cercando as formas comestíveis havia extrapolado a realidade. Durante a primeira metade do ano, os médicos das salas de emergência do Hospital da Criança no Colorado soaram o alarme após tratarem nove crianças que haviam ingerido maconha acidentalmente – mais do que o número total desses casos em 2013. Desde o final de maio, o hospital já teve cinco casos adicionais de crianças passando mal por causa da ingestão de maconha.

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