BMW S1000 R é nua, crua e ótima de pilotar

Com 160 cv de potência, modelo alemão acirra segmento de supernakeds

iG Minas Gerais | Raphael Panaro e Héctor Mañón |

BMW S 1000 R
bmw/divulgação
BMW S 1000 R

A S1000 R é a representante da BMW Motorrad no segmento das supernakeds. A moto alemã é uma das mais leves da categoria, com 207 kg. Em relação à superesportiva BMW S 1000 RR, na qual é baseada, a naked ganhou 22 mm na distância entre eixos, chegando a 1.439 mm, o que resultou em aumento de tração e estabilidade.

Ambas usam o mesmo motor quatro cilindros de 999 cc. Porém os engenheiros da Motorrad “domesticaram” o propulsor para obter um balanço entre o uso “extremo” e a pilotagem cotidiana. Houve um retrabalho no cabeçote e na geometria do comando de válvulas, reprogramação da injeção eletrônica de combustível, além de um novo escapamento. O resultado é uma potência de 160 cv a 11 mil rpm, 30 cv a menos que na RR. O torque, por sua vez, permaneceu em 11,4 kgfm, mas a entrega é mais cedo, a 9.250 giros. A força é a maior de todas as supernakeds à venda no Brasil.

A S1000 R traz de série controle automático de estabilidade e controle dinâmico de tração, além de freios ABS. A versatilidade e o desempenho são garantidos pelos diferentes modos de condução. São quatro: Rain, Road, Dynamic e Dynamic Pro. Os ajustes proporcionam mudanças na aceleração, curva de torque e programação desses sistemas.

Impressões

Graças à entrega de torque mais linear, a S1000 R não precisa girar alto para ganhar velocidade. O modelo permite circular normalmente sem ultrapassar as 5.000 rpm. Porém, a diversão só começa quando esse “limite” é quebrado. Aí, a S1000 R sai do modo civilizado para virar um monstro devorador de asfalto. A aceleração é impressionante, e o motor sobe de giro rapidamente.

O controle de tração também merece um destaque. A atuação do sistema não deixa a traseira escapar com o “descarrego” de tanta força. Junto da potência, o som que sai do escape intensifica a sensação de velocidade. Já as diferenças dos modos de condução são muito perceptíveis. Mas o divertido mesmo é encarar uma sequência de curvas: a moto muda de direção telepaticamente e com o desempenho endiabrado.

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