Gilvan chama Kalil de irresponsável e revela “obrigação” de pedir 10%

Dirigente celeste contou ainda que o adversário não pagou integralmente os ingressos disponibilizados no último clássico

iG Minas Gerais | BRUNO TRINDADE |

Gilvan quer ver o plantel da Raposa mantendo o mesmo nível para permanecer na onta da tabela do Campeonato Brasileiro
LÉO FONTES/O TEMPO
Gilvan quer ver o plantel da Raposa mantendo o mesmo nível para permanecer na onta da tabela do Campeonato Brasileiro

O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, não poupou críticas ao mandatário alvinegro, Alexandre Kalil. Nesta sexta-feira, na Toca da Raposa II, o dirigente celeste chamou o alvinegro de irresponsável, acusou-o de querer levar vantagem e revelou que o adversário não pagou integralmente os ingressos disponibilizados no último clássico. Diante das atitudes de Kalil, Gilvan afirmou que foi “obrigado” a pedir a carga de 10% dos ingressos para não prejudicar os cruzeirenses.

O presidente celeste também revelou a promessa de Kalil, feita ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), de não realizar clássicos com as duas torcidas para evitar confusão.

“Infelizmente (terá 10% das torcidas no estádio). Eu tenho mantido a minha palavra, de que não faria jogo com torcida dividida para que o Cruzeiro não corra o risco de perder mando de campo, pague multas altas e provoque aqueles incidentes horríveis. Estive com o presidente do Atlético no STJD, prestamos depoimento pessoal e ambos garantimos de que nós não jogaríamos mais com duas torcidas", contou.

“Ontem (quinta-feira), em entrevista à ESPN, ele repetiu isso. E hoje, nós tivemos a surpresa de receber a notícia de que ele havia voltado atrás, que ele não iria honrar a palavra dele e que ele iria querer os 10% de ingressos no jogo do Atlético contra o Cruzeiro no Mineirão. Acredito que o presidente do Atlético ficará muito mal no STJD, porque a pior coisa do mundo é ser desacreditado. E ele vai ser desacreditado lá”, disse.

Gilvan se mostrou revoltado com a atitude do mandatário alvinegro, afirmou que foi “forçado” a pedir os 10% e ressaltou que não vai aceitar a mesma quantidade de ingressos oferecida pelo Atlético nos outros jogos entre os clubes no Independência.

“Eu achei isso um desaforo, atitude de alguém querendo levar uma vantagem ilícita. Porque se o Cruzeiro não usar os 10% de ingressos que tem direito no Independência, e ele usar esses 10% no Mineirão, seriam dois pesos e duas medidas. Eu estaria faltando com a torcida do Cruzeiro, de não permitir que a torcida celeste vá ao estádio. Então, eu tive que exigir também os 10% que o Cruzeiro tem direito. Mas não aqueles 10% que eles têm oferecido, e sim os 10% daquilo que consta no regulamento geral de competições, 10% da capacidade total do estádio. Segundo provas que obtive, a capacidade do estádio é de 23.318 torcedores. Então, o Cruzeiro quer 2.302 ingressos no estádio Independência”, desabafou.

Para evitar novos atos de vandalismo, o mandatário da Raposa afirmou que vai pedir um esquema de segurança especial para a Polícia Militar, tanto no Horto quanto no Gigante da Pampulha. “Eu quero segurança para os nossos torcedores. Conversei hoje com a Polícia Militar e vou pedir a eles uma separação muito grande entre as duas torcidas para que não haja a menor possibilidade de incidente. Queremos evitar que os torcedores, que não tem nada a ver com essa falta de responsabilidade de dirigentes, sofram. Então, vou pedir isso e oferecer no Mineirão a mesma garantia”.

Por fim, Gilvan afirmou que só vai enviar os 10% caso o Atlético pague de forma antecipada, o que não foi feito integralmente no último clássico no Mineirão. “Ambos os clubes terão que cumprir com o regulamento e terão que enviar o dinheiro antecipado para obter ingressos que serão requisitados. O Cruzeiro vai mandar o dinheiro e vai receber os ingressos e o Atlético vai mandar o dinheiro, porque no jogo passado, o presidente do Atlético me telefonou e pediu para que eu cedesse os 10%, alegando não ter dinheiro, que é um problema dos clubes no Brasil. Mandei os ingressos para ele e eles pagaram só os que venderam. Muito menos do que os 10%, e só venderam meia entrada”, questionou.

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