Polícia prende líderes de facção criminosa que lidera tráfico

Dois dos principais chefes do Comando Vermelho foram presos nesta sexta-feira (7); ambos os suspeitos detidos estavam foragidos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dois dos principais líderes da organização criminosa CV (Comando Vermelho) que atua principalmente no Rio de Janeiro foram presos na manhã desta sexta-feira (7). A prisão de "Russão" e "Cadu" foi resultado de um trabalho de investigação conjunto entre a Polícia Federal e a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança.

Russão - João Paulo Firmiano Mendes da Silva - foi designado pelo CV para assumir o tráfico na Mangueira, bairro da zona norte do Rio. Mesmo "pacificada", com a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), a região segue sendo um dos pontos mais importantes para o tráfico na cidade.

A ordem para a tomada da Mangueira partiu de líderes do CV que estão em presídios, mas os órgãos envolvidos não dão detalhes de como esta comunicação ocorre. No último ano, a luta das facções pelo domínio da favela gerou uma guerra que amedronta a comunidade. A Secretaria da Segurança do Rio considera que Russão é perigoso e solicitará a transferência dele para um presídio federal.

Carlos Eduardo Freire Barboza, o Cadu, ou Cadu Playboy, é um líder em ascensão no CV, com atuação na região dos Lagos, especialmente em Cabo Frio, de acordo com as investigações. "Ele representava o elo do Comando Vermelho na Região dos Lagos, era o responsável pelo transporte e o abastecimento do tráfico naquela parte do Estado", afirmou Fábio Galvão, subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio.

A pasta, porém, não cogita transferi-lo para um presídio federal. "Não é aconselhável banalizar o recurso", comentou Galvão.

Ambos os suspeitos detidos estavam foragidos. Russão planejou uma fuga cinematográfica para fugir em 3 de fevereiro de 2013. Ele escapou com outros 26 detentos do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Bangu, por meio do sistema de esgoto da penitenciária.

Cadu é suspeito de envolvimento em atos de vandalismo em Cabo Frio. Em 26 de outubro, manhã da eleição em segundo turno, ele teria articulado a queima de dois ônibus na cidade em protesto contra uma ação policial na região.

As prisões.  O trabalho conjunto de inteligência, que envolveu ainda o Ministério Público, apontava que Russão e Cadu estavam morando em uma casa alugada no Morro do Juramento, no bairro de Vicente de Carvalho, na zona norte da capital fluminense.

O local foi tomado por volta das 7h, sem resistência. Segundo a polícia, dentro da casa foram apreendidas três pistolas, uma quantidade significativa de maconha e êxtase, além de R$ 350 mil em dinheiro. Conforme o delegado Fábio Andrade, da Polícia Federal, o valor representa a "féria do mês" da venda de narcóticos na Mangueira.

Além de Russão e Cadu, foi presa uma mulher na casa do Morro do Juramento. O nome dela, porém, foi mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave