ONG pede que China liberte ativistas a favor dos protestos

Estudantes que cobram democracia total em Hong Kong, território controlado pela China, bloqueiam as vias de acesso aos distritos mais importantes da cidade há semanas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A China precisa soltar pelo menos 76 pessoas detidas no país por apoiarem os protestos pró-democracia em Hong Kong, antes do início, na semana que vem, da cúpula econômica Ásia-Pacífico em Pequim. A informação é do grupo de direitos humanos Anistia Internacional, divulgada nesta sexta-feira (7).

Estudantes que cobram democracia total em Hong Kong, território controlado pela China, bloqueiam as vias de acesso aos distritos mais importantes da cidade há semanas.

Líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente chinês, Xi Jinping, vão se reunir para a cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), na capital chinesa. As reuniões preliminares já estão em andamento.

"Líderes da Apec devem encerrar seu recente silêncio sobre a repressão contra ativistas chineses na China continental que expressaram apoio a manifestantes pró-democracia em Hong Kong. A conveniência política não deve superar a ação de princípios", disse Roseann Rife, diretora de pesquisa da região do leste da Ásia da Anistia Internacional.

"Estes líderes devem agarrar a oportunidade de falar e pedir para que o presidente Xi garanta que aqueles detidos apenas por exercerem seu direito de liberdade de expressão e livre associação sejam imediata e incondicionalmente liberados", disse ela em comunicado.

O Ministério de Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a pedidos de comentários sobre a posição da Anistia. As pessoas foram presas por colocarem fotos online com mensagens de apoio, por planejarem ir a Hong Kong para participar dos protestos ou por rasparem suas cabeças em solidariedade, disse a Anistia.

Pequim

Os líderes do movimento pró-democrático de Hong Kong pediram em uma carta aberta divulgada neta sexta-feira (7) uma reunião com as autoridades de Pequim para pedir reformas políticas, e propuseram como mediador um político ligado ao poder.

Desde o início das manifestações, há mais de um mês, o número de pessoas que pedem um verdadeiro sufrágio universal, sem ingerência chinesa, para eleger o próximo chefe de governo de Hong Kong se reduziu consideravelmente.

No entanto, ainda há manifestantes ocupando três bairros da ex-colônia britânica, que passou para controle de Pequim em 1997. A reunião há duas semanas entre os líderes estudantis, os principais promotores do movimento pró-democracia e o governo local não teve resultados concretos.

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