Polícia Civil desarticula núcleo de facção criminosa no DF e em GO

Principais líderes --cujas identidades não foram reveladas-- estão presos: dois deles em São Paulo e um em Fortaleza, capital cearense

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Polícia Civil do Distrito Federal fez uma operação na manhã desta sexta-feira (7) para desarticular o núcleo do PCC (Primeiro Comando da Capital) que atua na capital do país e nos municípios vizinhos, em Goiás.

Ao todo, foram identificadas 27 pessoas ligadas à quadrilha. Parte delas comandava a célula da facção criminosa à distância, inclusive os pontos de venda de drogas na região. Os principais líderes --cujas identidades não foram reveladas-- estão presos: dois deles em São Paulo e um em Fortaleza, capital cearense.

O trio era quem dava as coordenadas da atuação do braço do PCC no Distrito Federal e nas chamadas cidades do entorno, próximas à Brasília, mas no território de Goiás. Dos outros 24 integrantes mapeados pela polícia, dez estão encarcerados em presídios nos municípios goianos e sete em penitenciárias de Brasília. Um foi preso na manhã desta sexta-feira (7) e seis continuam em liberdade.

Mesmo os bandidos que já estão encarcerados receberam ordens de prisão preventiva. A medida evita que eles sejam libertados depois de cumprirem as penas referentes a outros crimes. Todos devem ser transferidos para penitenciárias federais.

A investigação, que contou com o apoio de policiais civis dos outros Estados, começou há um ano. "Inicialmente, tínhamos informações de que se tratava de um ou outro bandido ligado ao PCC atuando em Brasília. Mais adiante, monitorando conversas dos parentes desses criminosos, vimos que a célula havia se ampliado", explicou o delegado Fernando Cocito.

Os agentes cumpriram 14 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, em endereços do entorno e dentro de seis presídios localizados em Goiás, no Ceará e em São Paulo. Além disso, dez contas correntes usadas pela quadrilha foram bloqueadas.

Os criminosos do PCC de Brasília tinham que pagar R$ 400 por mês ao comando da facção, além de R$ 300 com a venda de rifas organizadas pelos traficantes. "Os diálogos mostram que a intenção do PCC era manter um braço poderoso atuando na capital", conclui o delegado Cocito.

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