Marussia fecha as portas, demite funcionários e deixa a F1

A equipe inglesa não conseguiu que seus acionistas depositassem uma verba para assegurar a permanência da escuderia na categoria

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi
Divulgação/ Facebook
A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi

Depois de cinco temporadas na F1 e tendo sido colocada sob administração judicial há duas semanas, a Marussia fechou as portas nesta sexta-feira (7).

Os administradores que buscavam investidores para que o time pudesse assegurar sua permanência na F1 anunciaram durante a primeira sessão de treinos livres para o GP Brasil que seus cerca de 200 funcionários foram demitidos depois que a equipe inglesa perdeu o prazo para que seus acionistas depositassem a quantia exigida.

"É realmente lamentável que um negócio com tantos seguidores não apenas na Inglaterra, como ao redor do mundo, tenha que fechar suas portas desta maneira", afirmou Geoff Rowley, da empresa FRP, que estava administrando o time.

"Como os acionistas existentes não foram capazes de assegurar a quantidade de recursos suficientes e os dirigentes do time não conseguiram encontrar novos investidores, a empresa foi colocada sob administração judicial para proteger os interesses dos envolvidos. Todos os funcionários foram pagos até o final de outubro", completou Rowley em comunicado distribuído à imprensa.

"Fizemos progressos significativos durante este processo curto de operação, mas gerenciar um time de F1 requer um grande e contínuo investimento."

A Marussia entrou na F1 em 2010, sob o nome de Virgin, quando a categoria abriu novas vagas prometendo estabelecer um limite de gastos para as equipes.

A proposta não saiu do papel e a situação do time começou a piorar nos últimos anos, mesmo tendo sido vendida para investidores russos, que a rebatizaram de Marussia.

A situação ficou ainda pior neste ano, graças à grande mudança no regulamento técnico da categoria, que fez com que os times tivessem que investir muito dinheiro em tecnologia. Sem atrair novos patrocinadores, a equipe foi colocada sob administração judicial pouco antes do GP dos EUA. Para se focar na busca de investidores, a empresa que passou a administrar o time decidiu não viajar para Austin e para São Paulo.

Mas a busca não surtiu efeito. A FRP já confirmou que o time não disputará o GP de Abu Dhabi, em duas semanas, prova que encerra o Mundial deste ano.

No GP de Mônaco deste ano o time marcou seus dois primeiros pontos na F1 com a nona colocação conquistada por Jules Bianchi.

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