Falta de sinalização deixa motoristas indignados

Especialista afirma que a instalação de redutores de velocidade requer um amplo estudo técnico e ressalta que a sinalização das vias devem estar bem claras e visíveis

iG Minas Gerais |

Dr. Antônio Chagas. 
A reportagem esteve no local e comprovou a falta de sinalização
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Dr. Antônio Chagas. A reportagem esteve no local e comprovou a falta de sinalização

Além dos questionamentos referentes à avenida Dr. Antônio Chagas Diniz, motoristas relatam falta de sinalização também em outras regiões da cidade. Em agosto deste ano, o projetista eletricista Carlos Henrique Souza Guedes passou por uma situação complicada. No trajeto para o trabalho, na rua Vasco Fernandes Coutinho, no bairro Maracanã, ele foi multado por um radar móvel ao passar em uma velocidade de 53 km/h. “Recorri a essa multa, pois foi um desaforo para mim. Passo pelo mesmo caminho todos os dias há dois anos indo para o trabalho e nessa via já existe um radar de 30 km/h. Durante todos estes dois anos, nunca vi uma placa de limite de velocidade em sua extensão, somente próximo ao radar já existente. Essas placas só foram instaladas alguns dias depois que fui multado”, ressalta. “Este tipo de equipamento com certeza é necessário em vias que apresentam perigos aos pedestres. Onde talvez realmente existam excessos de velocidade que podem causar um acidente de grandes proporções. Mas colocar um radar onde já é impossível andar em alta velocidade, uma vez que as condições da via não ajudam (sempre em obras, cheia de buracos), para mim é querer tomar dinheiro do motorista que por ali passa. E, infelizmente, parece que este está sendo o grande objetivo da maioria dos casos que tenho conhecimento”, desabafa. A vendedora Sheila Luiza Batista também foi multada duas vezes – no mesmo radar – na rua do Registro, no Centro de Contagem, e faz o mesmo questionamento. “O local não está bem sinalizado, e o radar ficar em uma curva, praticamente escondido. Não conheço a região e não estava em alta velocidade – passei a pouco mais de 50% acima da velocidade permitida e tive que desembolsar mais de R$ 500 em cada uma”, afirma. Há cerca de dois meses, o empresário Cláudio Vargas foi surpreendido com o radar próximo à UPA JK. “Embora não seja morador de Contagem visito a cidade constantemente a trabalho e não concordei com a multa, pois o local não estava devidamente sinalizado”, pondera. O professor e especialista em engenharia de transporte e trânsito, Márcio Aguiar, diz que para que seja instalado esse tipo de radar, é necessário um amplo estudo das vias, com dados técnicos oficiais que, posteriormente, são encaminhados e aprovados – ou não – pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). “Para que esse tipo de redutor tenha eficácia, deve haver uma avaliação prévia para averiguar o número de acidentes registrados no local e se é mesmo uma área de risco”. Aguiar também deixa claro que é primordial que os órgãos responsáveis estejam de acordo com a legislação de trânsito. “A sinalização – tanto vertical quanto horizontal – deve ser bem clara em todos os pontos”, destaca.

25 Esse é o número de redutores eletrônicos de velocidade com velocidade máxima permitida de 30 km/h e 50 km/h que a Transcon mantém em seis regionais do município. R$ 1.400 Esse é o custo mensal de cada equipamento adquirido por meio de licitação pública. A autarquia mantém contrato com uma empresa especializada para aluguel e manutenção dos radares. 800 m Essa é a distância média entre os dois redutores de velocidade máxima permitida de 30 km/h que foram instalados na avenida Francisco Firmo de Matos, na região do Riacho. 3 Esse é o total de equipamentos que fazem a fiscalização ao logo dos quase cinco quilômetros de extensão da rua Rio Comprido – que estende-se do Riacho ao Monte Castelo, 

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