‘Executivo tem que pensar no mercado’, afirma empresário

Uma das mudanças que a OUC Antônio Carlos/ Pedro I e Leste/Oeste traz com relação ao proposto pela antiga Nova BH é uma maior oferta de moradia voltadas para habitação social

iG Minas Gerais | bernardo miranda |

Outra crítica feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscom-MG) é que o projeto está sendo elaborado pensando quase que exclusivamente o planejamento urbano e deixando de lado os aspectos mercadológicos da ação.  

“A elaboração da proposta está sendo feita pensando somente onde é preciso criar um adensamento maior na cidade, onde deve haver revitalização, mas esqueceram de dar o devido cuidado a uma análise do mercado imobiliário. É preciso saber quais são as pessoas que vão morar naquela região, e é isso que vai determinar quais imóveis serão construídos. Não adianta planejar um determinado imóvel se não vai haver pessoas com renda compatível para comprar”, analisou o diretor de projetos do Sinduscom-MG, Renato Michel. Ele destacou ainda que a falta de um estudo como esse pode prejudicar a tentativa da prefeitura de fazer com que pessoas de classes sociais diversas morem em uma mesma região.

Habitação Social. Uma das mudanças que a OUC Antônio Carlos/ Pedro I e Leste/Oeste traz com relação ao proposto pela antiga Nova BH é uma maior oferta de moradia voltadas para habitação social. No primeiro modelo, apenas haveria residências populares para as pessoas que precisariam ser reassentadas em função das obras previstas no projeto. Agora, os recursos arrecados com a operação poderão ser utilizados para viabilizar a construção de moradias para redução do déficit habitacional, e não somente para realocar as famílias atingidas.

Saiba mais

Defasagem. Na Nova BH, os estudos de viabilidade econômica foram feitos por consórcio liderado pela Andrade Gutierrez. Com a mudança do projeto, eles deverão ser atualizados.

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