Rivalidade em clima de festa

Torcedores de Atlético e Cruzeiro esbanjaram alegria pelas ruas da capital mineira nessa quinta

iG Minas Gerais | Diego Costa |

Cordialidade. Atleticanos e cruzeirenses comemoram a classificação de seus times para a inédita decisão da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Atlético com ares de confraternização, paz e animação
Uarlen Valério
Cordialidade. Atleticanos e cruzeirenses comemoram a classificação de seus times para a inédita decisão da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Atlético com ares de confraternização, paz e animação

A madrugada de quarta para quinta-feira, em Belo Horizonte, foi marcada por muito foguetório, carreata, buzinaço, gritos e festa. Uma situação normal nos últimos dois anos na capital mineira. Mas desta vez a cidade não ficou dividida. Não teve ‘zoações’ de um lado e tristeza de outro. Nada disso, atleticanos e cruzeirenses se uniram para comemorar o inédito clássico na decisão da Copa do Brasil. Após o jogo do Mineirão, os alvinegros foram às ruas para festejar mais uma virada histórica. A goleada por 4 a 1 sobre o Flamengo deixou os torcedores em êxtase. Já os cruzeirenses tiveram de acompanhar de longe o heroico empate contra o Santos por 3 a 3, na Vila Belmiro.

Com a sensação de dever cumprido dos dois lados, a cor da camisa era o que menos importava. No caminho para casa, o jornalista Daniel Hott se deparou com uma turma de atleticanos. Cruzeirense, ele curtiu a harmonia com os torcedores rivais.

“Eu vi o jogo em um bar na Savassi. Peguei o carro para ir embora. Então encontrei uns atleticanos no meio da rua. Eles viram um cachecol do Cruzeiro no meu veículo. Parei e vi que estava tranquilo. A gente se cumprimentou. Foi um clima diferente, amistoso, de celebração”, destacou Hott.

Ainda no ambiente festivo, a gerente de vendas Eydde Alvarenga foi ainda mais longe. Cruzeirense fanática, ela teve de acompanhar o namorado ao Mineirão. Durante os dois jogos, as exaltações foram mais contidas, os gritos ficaram para depois.

“Quando o Galo se classificou, dei um sorriso amarelo, mas eu proibi o meu namorado de me abraçar na hora dos gols. Quase morri sem poder comemorar a classificação do Cruzeiro. Fui avisada pelo WhatsApp. Já fora do Mineirão, pude vibrar”, completou Eydde.

Em meio aos gritos de “galo” e “zêro”, a cidade de Belo Horizonte já respira os ares dos clássicos decisivos que prometem ser eletrizantes, nos dias 12 e 26 de novembro. E, para Daniel Hott, as provocações já começaram nesta quinta mesmo.

“Ontem já foi diferente. Parece que caiu a ficha para os dois lados. O clima de rivalidade voltou”, concluiu.

Decisão toma conta da web O clássico mineiro na decisão da Copa do Brasil ganhou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional. No site da Fifa, por exemplo, a seguinte manchete foi estampada: “Final para os mineiros”. Os corriqueiros memes agitaram a web. Um dos alvos preferidos foi o narrador da Rádio Globo do Rio de Janeiro, Luis Penido. Ao descrever o gol de Everton, do Flamengo, ele afirmou que os cariocas já estavam na decisão. Errou feio. Teve postagem até para quem estava com saudades dos embates políticos. Como o cruzeirense Aécio Neves foi derrotado pela atleticana Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de outubro, os internautas afirmaram que o tucano teria a última chance de vencer a petista.

Governador Nota. “Com Atlético e Cruzeiro, teremos uma final histórica na Copa do Brasil disputada por dois times mineiros que, ao lado das torcidas, certamente farão um belo espetáculo dentro e fora dos gramados”, disse Alberto Pinto Coelho.

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